Lucien Goldmann morreu prematuramente em Outubro de 1970. É uma perda irreparável para a sociologia da cultura, num momento em que, depois dos trabalhos que o tornaram célebre e na sequência de Maio de 1968, o seu pensamento estava em plena renovação. O que o distingue de Georg Lukács, de quem foi discípulo, é que Lucien Goldmann aceita a literatura contemporânea: o Nouveau Roman, o surrealismo, o teatro Genet, etc., que tenta compreender, enquanto que o mestre de Budapeste se contenta em recusá-la, admitindo no nosso século apenas a obra de Thomas Mann. O que o distingue de seu colega e amigo Herbert Marcuse, é que sempre procurou integrar a nossa sociedade industrial avançada em vez de a condenar sem remissão. Eis porque se publica este livro, cujo tema é precisamente o das relações entre a vida social e a criação cultural que constituíram o objecto fundamental das pesquisas de Goldmann.


