<b>A narrativa corajosa dos encontros intelectuais de oito mulheres em Teerã, realizados contra todas as adversidades, garante que as palavras de jovens que ousaram aprender sejam registradas e reverberem pelo mundo, deixando marcas inesquecíveis na literatura.</b> Em <i>Lendo Lolita em Teerã</i>, Azar Nafisi revisita as memórias da época em que lecionou literatura inglesa na Universidade de Teerã, no Irã, de 1979 até 1981, quando foi expulsa da faculdade por se recusar a usar o véu. Entre a vocação e a proibição, Nafisi teve que descobrir maneiras de continuar a ensinar literatura apesar de não ter mais o espaço da sala de aula. Na sua própria casa, organizou encontros secretos com sete alunas durante dois anos a fim de continuar a apresentar e debater os clássicos da literatura ocidental – como <i>Orgulho e preconceito</i> (Jane Austen), <i>Madame Bovary</i> (Gustav Flaubert), <i>Lolita</i> (Vladmir Nabokov), <i>Daisy Miller</i> (Henry James) e <i>O Grande Gatsby</i> (F. Scott Fitzgerald). A partir das discussões literárias realizadas com a professora, as alunas puderam refletir sobre como as histórias narradas nos livros ecoavam em suas próprias realidades, tanto na esfera pessoal como social. Com conversas sinceras e inteligentes sobre as obras, as alunas e professora descobriram que a revolução iraniana, evento marcante em suas vidas, também poderia ser uma chave de leitura para os livros lidos. Ao questionar como as obras da literatura ocidental poderiam se relacionar com o novo dia a dia em Teerã e até mesmo com o Islã, as mulheres se aproximaram da própria história, redescobrindo a si mesmas e reivindicando o direito à imaginação. Em <i>Lendo Lolita em Teerã</i>, obra indispensável para pensar a literatura e a vida das mulheres no Irã e no mundo, Azar Nafisi produz um retrato literário valente e íntimo, que retorna às prateleiras brasileiras em nova edição.






