Sobre a liberdade (On Liberty, 1859) é uma defesa da individualidade e de sua autonomia diante da sociedade e do Estado. Para Mill, a "tirania da maioria" impõe uma homogeneidade que não é saudável para o desenvolvimento da sociedade. Os indivíduos são livres para fazerem o que quiserem, desde que não causem prejuízo aos seus semelhantes.
Sobre a liberdade -
Stuart Mill
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John Stuart Mill, a "máquina de pensar" programada por seu pai, foi um Utilitarista do século XIX que defende em "Sobre a Liberdade", o estado mínimo. Para ele, o valor de um estado está nos indivíduos que o compõem e um povo deixa de progredir quando esquece da própria individualidade, portanto, para um bom Estado, necessita-se um ambiente diverso que só pode ser alcançado por meio da liberdade e a amplitude de situações. Utiliza do princípio do dano, que diz respeito a ilegitimidade de interferência, seja de outros indivíduos, seja do estado, no que denomina de "Self-regarding matters", ou seja, assuntos que só ao próprio dizem respeito (se esse próprio for maior de idade e detentor de plenas faculdades mentais) para defender sua tese, que também se baseia nas liberdades de opinião e expressão. A censura de qualquer opinião, para Mill, presume a infalibilidade humana e, contudo, é maléfica, pois, ou impede o surgimento de novas verdades ou faz com que opiniões sejam aceitas acriticamente e acabem se configurando como dogmas mortos. Por ser um Utilitarista, Mill acredita na maximização do prazer e minimização da dor, mas esse conceito entra em conflito com o princípio do dano, já que por vezes a maximização da utilidade acaba por infringir naquilo que só ao próprio diz respeito. Ele também, ao contrário de muitos utilitaristas, acredita que as pessoas devem ter direitos legais como a educação, mas não possuem direitos morais. No Liberalismo de Mill, o Estado apenas deve interferir em infrações para com a liberdade (como a propria abdicação da liberdade, por meio do escravismo, por exemplo), na prevenção do ato nocivo e trabalhar para o florescimento de uma individualidade plena, que lute contra o despotismo dos costumes, e crie uma população intelectualmente estimulada. Mas esse quadro do Estado como regulador deve ser mínimo, pois os indivíduos apenas ganham ao se autogovernarem, e o monopólio do governo gera mazelas estruturais abismais e relega o estado ao desvalor. Mill, por muitas vezes é prolixo, exaurindo temas ao máximo, mas explica muito bem o que acredita por ser liberdade e liberalismo. É um bom livro pra quem se interessar no assunto.
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