Guerra das Estrelas - Os bastidores das sucessões presidenciais entre 1964 e 1984

    Carlos Chagas

    L&PM
    1985
    325 páginas
    10h 50m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A Guerra das Estrelas Pela primeira vez são revelados os escuros bastidores das sucessões presidenciais militares. "Candidato, aliás, candidatíssimo, Figueiredo já era. Por isso, o grupo de Sílvio Frota contra-ataca. O Ministro do Exército quer repetir a experiência de Costa e Silva, que bateu Castello Branco, impondo-se a ele como seu sucessor por força da força dos Quartéis. "Continua sendo do Ministério do Exército que partem as maiores tentativas de endurecimento do regime. Repete-se 1966/67: O SNI trabalha pela candidatura palaciana, censurando telefones de generais, parlamentares e ministros frotistas. Mas o Centro de Informações do Exército trabalha pela candidatura do General Frota, fazendo o mesmo com relação a todos os suspeitos de ser adeptos de Figueiredo. Provas inexistem, mas as dúvidas são poucas: os telefones de Sílvio Frota eram ouvidos pelo SNI, e os telefones do Presidente Geisel não escapavam ao crivo do CIES." (Trecho de A GUERRA DAS ESTRELAS, de Carlos Chagas) Fonte: Contra-Capa

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    Guilherme B. picture
    Guilherme B.16/06/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O autor da obra, jornalista Carlos Chagas, elabora compilação dos fatos que, a seu ver, foram relevantes em relação as sucessões presidenciais da Ditadura Militar, além de relatar acontecimentos por ocasião da tomada do poder, em 1964. A descrição revela-se mais aprofundada em relação a sucessão do marechal Costa e Silva, primeiro por uma junta militar e depois pelo general Emílio Médici, justificando-se tal fato em virtude do autor ser secretário de imprensa do governo a época. Além disso, o livro contém várias citações, transcrevendo integralmente cartas, discursos e textos jornalísticos (estes últimos, aliás, da lavra do próprio autor). Enfatize-se, todavia, que o autor não se furta a emitir opiniões sobre os fatos, de modo a analisá-los de forma crítica, explicitando mecanismos autoritários e relações factuais de poder, fazendo com que o leitor possa compreender determinados acontecimentos como resultados de articulações ocultas, as quais predominaram, por motivos relativamente evidentes, durante a Ditadura Militar.

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