Coisa de rico

    Michel Alcoforado

    Editora Todavia SA
    2025
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9786556928593
    Português Brasileiro

    Um mergulho preciso e mordaz no mundo dos endinheirados brasileiros. Há um traço comum a boa parte dos endinheirados brasileiros: eles não se consideram ricos. Não existe um critério absoluto para a riqueza no Brasil. Sempre haverá alguém com mais dinheiro, mais pompa, mais patrimônio, mais próximo do topo da pirâmide. Logo, os ricos são sempre os outros.  Com base nessa constatação, o antropólogo Michel Alcoforado faz um mergulho no mundo das elites brasileiras e destrincha tipos facilmente reconhecíveis: o casal emergente da Barra da Tijuca que vai a Miami comprar roupas de grife, a herdeira de uma família tradicional que leva uma vida longe dos holofotes na Suíça, o embaixador carioca inconformado que o Itamaraty não é o mesmo desde o aumento de vagas para a carreira diplomática. Capaz de traduzir um vasto repertório antropológico numa descrição analítica e cheia de humor, o autor traz para este livro a experiência acumulada de anos atuando como "antropólogo do luxo". Durante a pesquisa, ficou claro que, a partir de um certo patamar, aos ricos não interessa mais o tamanho da conta bancária, mas os códigos que precisam dominar para fazer parte das altas rodas. Exibir grifes espalhafatosas faz sentido para os emergentes empenhados em ostentar a nova posição, mas é sinal de arrivismo aos olhos de um rico tradicional, que tende a optar por roupas discretas e só reconhecíveis por quem domina o mesmo repertório. O jogo de distinção está em toda a parte: na escolha dos bairros para morar, na arquitetura e na decoração das casas, nos destinos de viagem, nos estudos e na linguagem. Coisa de rico examina as regras desse jogo. Com verve de comunicador tarimbado, Michel Alcoforado faz um diagnóstico mordaz e preciso das contradições da elite brasileira.

    Resenhas (3)Ver mais
    Stephanye Monyque picture
    Stephanye Monyque03/06/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Elite, uma piada

    Terminei meu primeiro livro do antropologo do luxo. Que linguagem incrível e acessível, por vezes lendo esquecia que era um livro, para mim, com fins acadêmicos. Como pode um livro de não ficção, uma pesquisa, um estudo, ser tão engraçado? Ou será que é a elite brasileira que é tão trágica que chega a ser cômica!?

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