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    Quando eu tinha 35 -

    Jon Ocaso

    Independente
    2026
    12 páginas
    24m
    ISBN-10: B08TT7ZBMX
    Português Brasileiro
    4.7
    31 avaliações
    Leram36Lendo0Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas8
    Favoritos1Desejados9Avaliaram31

    Enquanto a idade média de vida da população brasileira é de 75 anos, a expectativa de vida de uma travesti é de apenas 35, sem contar, é claro, a grande quantidade de percalços que essas pessoas enfrentam. Assustador, não? Quando eu tinha 35 conta a história de uma travesti que disseca toda a sua existência em uma narrativa crua e que alterna entre a cruel desesperança no mundo (e em si mesma) e a vontade de lutar por uma vida que vale a pena ser vivida. Dividido de forma a contar as perdas e vitórias da protagonista ao longo da sua trajetória, o conto — que teve a curadoria da Eller Cristine Müller, escritora e poetisa travesti, e do Christopher João, homem trans que luta pelos direitos da população LGBTQIA+ — evidencia uma crítica ferrenha ao modo como a expectativa de vida das pessoas transexuais e das travestis é dolorosamente curta e, pior: como a população em geral parece não perceber ou sequer se importar com essa estatística.

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    Jeferson Gomes picture
    Jeferson Gomes29/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    E AOS 35?

    O azul do quarto, não apaga os lábios vermelhos de batom. As surras são a antemão da "educação". Refugiar-se na depressão, socializando na formação, é o andar pela marginalização, que desloca o maxilar na simbiose incompreensão. As oportunidades prostituem-se na legalidade do abandono, confidenciando em relatos, assassinatos dos sonhos. A escola "ensina" julgando. O olhar que não representa na matéria a inclusão. Tudo fechado em um caderno, sem diálogo aberto. Quando se é pequeno, as primeiras palavras são entusiastas aos gestos, que projetam condições sem consentimento. As mortes abrem um novo censo, das histórias violentadas pelo apagamento, na volta para o apartamento ou na procura de um emprego. As agressões são "efêmeras" diante a abusos no corpo inteiro. O extermínio é a política pública à expectativa de vida.

    5 curtidas

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    4.7 / 31
    • 5 estrelas65%
    • 4 estrelas29%
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    Jon Ocaso

    Paulistano nascido em 1998, o autor, que segmenta sua literatura em três pseudônimos, é bacharelando em Letras e escreve prosa e poesia, abordando questões sociais, sexualidade e saúde mental. Lançou seu primeiro livro em 2019, participou de várias antologias e recebeu prêmios e destaques literários. Usa o pseudônimo Jon Everson para publicar sua poesia e Jon Amaré para seus textos de romance/erotismo, reservando Jon Ocaso para as demais publicações, que antes levavam a assinatura Jon O’Brien.

    12 Livros
    1 Seguidor
    SP, Brasil

    Jon Ocaso