Uma pequena resenha publicada no extinto jornal carioca O Repórter, na manhã de 30 de abril de 1879, anunciava, previa e aconselhava o “distinto caricaturista maranhense” Aluísio Azevedo, que há pouco acabara de revelar, com a publicação de Uma lágrima de mulher, seu primeiro romance, mais uma face de seu "prometedor" talento. O livro se tratava de um belo episódio doméstico de costumes italianos e, como estreia, deixava antever para seu autor um futuro literário que poucos lhe supunham reservado. Aluísio Azevedo contava então com apenas 22 anos. O resenhista aconselhava ao romancista continuar trabalhando com perseverança, mas buscando seus assuntos na zona da sociedade maranhense e brasileira, nas quais, certamente, haveria de encontrar muito o que explorar, mais até do que em "terras estrangeiras". O conselho, sabemos, Aluísio seguiu à risca em seus livros seguintes. Uma lágrima de mulher é o primeiro livro de um autor a quem nossa literatura deve alguns dos seus melhores romances. Traz o encanto e as incertezas da técnica de um escritor principiante, miras literárias e juvenis, pretensões à análise sentimental e filosófica, além de uma abundância de reflexões, que, evidentemente, buscam (nem sempre com sucesso) ser profundas.
Uma Lágrima de Mulher (Clássicos Hiperliteratura Livro 144) -
Aluísio Azevedo
Obliq
2014
91 páginas
3h 2m
ISBN-10: B00PPPZ8OI
Português Brasileiro
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