Rosácea -

    Orides Fontela

    Hedra
    2026
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9786551590122
    Português Brasileiro

    Autora homenageada da 24ª Flip Rosáceas são rosas desabrochadas dentro de vitrais circulares coloridos, usadas para adornar catedrais góticas. Quarto livro de Orides Fontela, publicado em 1986, Rosácea traz, mesmo com horizonte espiritual, essa maior concretude em suas representações imagéticas do real. Edição com textos de Augusto Massi, Patrícia Lavelle e Verônica Stigger. "A primeira impressão que nos assalta é a de um misto de júbilo e de espanto. Júbilo, porque não é sempre (ou melhor, é muito raro) que uma autora nos concede a dádiva do milagre da poesia; espanto, porque mais raro ainda quase não se chega a entender como pôde Orides extrair tanto de tão pouco, como pôde dizer tudo o que nos diz a partir de estruturas e recursos formais tão sucintos e singelos. Mas o segredo dessa altíssima poesia reside justamente aí, nessa linguagem de essencialidades, nesse discurso cuja limpidez dói até no próprio espírito, nessa dicção exata e cristalina na qual o quê e o como da expressão poética convivem num diálogo de harmonia e organicidade absolutas. Não há em Rosácea, como tampouco em Alba, um único poema de que se possa dizer seja sequer mediano. É tudo de extraordinária altura e dignidade literárias. E isso alegra. E desconcerta." (Ivan Junqueira, O Estado de S. Paulo, 20 jul. 1986)

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin27/04/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Já tem alguns bons 15 anos que tive um insight da psicanálise como prática poética que vai da teoria à clínica, curiosamente não foi até Rosácea da Orides Fontela que tive o mesmo pensamento quanto à leitura de filosofia, ou seja, ler o texto filosófico como leitura de poesia. Mas se a leitura de poesia é subjetiva como faz para ter uma leitura objetiva do texto filosófico ou psicanalítico? Dá para ser objetivo lendo Hegel ou Lacan? Dá para lê-los sem ajuda de comentadores que por sua vez aplicaram certa subjetividade em suas leituras? Dá para fazer Cartel sem 5 leituras diferentes do mesmo texto? No fundo a teoria é tão flexível quanto a prática clínica do setting, dá para saber o que se falou, mas nunca o que o outro escutou, por mais que a sintaxe pudesse ser objetiva. Enfim, voltando ao livro da Orides, é uma releitura e acho que gostei mais dessa vez, talvez tenha se tornado meu livro favorito dela.

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