Poema Pedagogico Vol,2 -

    Anton Semionovitch Makarenko

    Brasiliense
    1985
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788511110241
    Português Brasileiro

    A rica experiência pedagógica do pedagogo russo Anton Semyonovich Makarenko (1888–1939) pode ser conhecida no livro Poema Pedagógico, onde ele relata as dificuldades encontradas para reeducar as crianças e jovens abandonados pelo regime anterior à revolução comunista e que se tornaram orgulhosamente "colonistas" e, posteriormente, cidadãos soviéticos.

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    Leonardo Jardim13/05/2026Resenhou um livro

    A educação verdadeira não nasce da punição ou do discurso vazio, mas da difícil reconstrução da dignidade humana através do coletivo e da esperança.

    Poema Pedagógico, de Anton Makarenko, é mais do que um relato sobre educação: é uma reflexão sobre como disciplina, coletividade e confiança podem transformar vidas marcadas pelo abandono. A obra acompanha jovens considerados “irrecuperáveis” pela sociedade e mostra que a educação não nasce apenas da teoria, mas também do convívio, do trabalho e do sentimento de pertencimento. Ao mesmo tempo, o livro provoca uma discussão importante: até que ponto a disciplina forma indivíduos livres, e até que ponto ela os molda para servir a um sistema? É justamente nessa tensão entre humanidade e rigidez que a obra ganha profundidade. O livro levanta uma questão profunda: o ser humano nasce definido ou pode ser reconstruído pelas relações e pelo ambiente? Makarenko acredita na transformação por meio da comunidade, quase como se a identidade individual fosse moldada pelo coletivo. Há uma visão fortemente humanista, mas também marcada pela ideia soviética de que o indivíduo encontra sentido ao servir a algo maior que si mesmo. É justamente nessa tensão que a obra se torna interessante: entre liberdade e disciplina, individualidade e coletividade, afeto e controle. O livro sugere que educar não é apenas ensinar conteúdos, mas participar da construção moral e existencial de outra pessoa. E no frio dos corredores esquecidos, onde a sociedade via ruínas, Makarenko enxergou homens inacabados. Pois educar, no fim, Talvez seja isso: acreditar em alguém Antes mesmo que ele aprenda a acreditar em si.

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