Salões de Paris

    Marcel Proust, Caroline Fretin de Freitas, Celina Olga de Souza, Guilherme Ignácio da Silva

    Carambaia
    2023
    174 páginas
    5h 48m
    ISBN-13: 9786554610247
    Português Brasileiro

    Em crônicas curtas escritas para jornal, o célebre autor de Em busca do tempo perdido retrata saraus literários e musicais da alta sociedade francesa, comenta atualidades e até noticiário policialAntes de se tornar o autor consagrado de Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, como tantos escritores de sua época, passou pelo jornalismo. Foi nos periódicos franceses que publicou seus primeiros textos: crônicas em que descreve os salões parisienses – espécies de saraus literários e musicais, frequentados por aristocratas e gente da alta sociedade da época –, críticas de moda, arte e literatura, além de textos inspirados na atualidade política e até policial.Salões de Paris traz uma seleção de 21 crônicas escritas por Proust e publicadas na imprensa francesa, principalmente no jornal Le Figaro, mas também em periódicos de curta duração como o "Le Mensuel" (que circulou entre outubro de 1890 e setembro de 1891) ou revistas especializadas, como a "Revue d'Art Dramatique" (1886-1909) ou a Revue Blanche (1889-1903).

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    Daniel Boratto29/08/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Bajulação e Genialidade

    O livro é mesmo lindo, tanto como objeto, quanto o conteúdo. As primeiras crônicas achei um pouco decepcionantes, parecem a parte chata de “O Caminho de Guermantes”. Como Proust ainda não era famoso, ele se mostra um grande bajulador da alta burguesia de Paris! As crônicas da metade do livro pra frente são bem melhores, quando ele se volta para temas que o consagraram: as memórias da infância, a passagem do tempo, as relações familiares.... Aqui e ali notamos temas e situações que apareceriam com maior consistência no “Em Busca do Tempo Perdido” : A crônica sobre os pilriteiros remete a “No Caminho de Swann”; “Raio de sol na sacada” parece um esboço que seria ampliado e aperfeiçoado na primeira parte de “À Sombra das Raparigas em Flor”, quando o narrador passa as tardes sofrendo à espera de Gilberte nos Champs Elysées... Há trechos belíssimos em meio ao todo às vezes enfadonho, mas Proust já mostra a genialidade pela qual seria consagrado. Certamente indicado para quem já admira o autor ou para iniciantes.

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