O amanuense Belmiro é um diário, que dura um ano e pouco, 1935. Belmiro é um funcionário, solteiro e introvertido, que nos traz a sua vida cotidiana, o seu mundo provinciano, o grupo de amigos, a rotina de um burocrata que procura o seu ritmo. Cyro dos Anjos está impregnado de lirismo, mas um lirismo comedido, de ironia. O estilo é muito depurado, sóbrio, de uma discrição machadiana. Há em Cyro dos Anjos o analista e o poeta. E foi o senso poético que o salvou de si mesmo; essa profunda visão lírica da vida, essa limpidez de estilo dão ao romance a sua dimensão particular.






