Com uma linguagem sutil, envolvente, Inês compõe uma narrativa com duas vozes distintas — um homem e uma mulher — que se entrecuzam em breves monológos e, gradualmente, nos apresentam sua intensa relação, num estado inefinível entre paixão e amizade. Mas esses são personagens que dialogam num contato, partido insólito. Pois a mulher morreu ainda jovem. É ela, no entanto, quem ampara seu companheiro da perda e da solidão. Entre as lembranças de encontros e desencontros, caberá a ambos dizer o que nunca puderam pronunciar em vida, e curar antigas cicatrizes do passado.
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