Anita Malfatti - A Festa Da Cor -

    ANI PERRI CAMARGO

    TERCEIRO NOME
    2009
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-10: 857816038x
    Português Brasileiro

    Este livro nos faz companheiros da vida de Anita Malfatti, tornando-nos espectadores da efervescência cultural da Alemanha e dos Estados Unidos das primeiras décadas do século XX e do choque causado pela Semana de Arte de Moderna de São Paulo, em 1922. O modo de lidar com a deficiência física, os mistérios da vida amorosa e a especulada paixão de Anita por Mário de Andrade, temas fundamentais da biografia da pintora, também estão aqui presentes, iluminando o retrato desta artista para a história da arte brasileira.

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    Luana picture
    Luana12/02/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Aproveitando as férias da faculdade, resolvi ler essa biografia da Anita Malfatti, artista que eu admiro por ser a pioneira do expressionismo no Brasil (meu movimento artístico favorito), e por ser também uma das peças mais importantes para o movimento modernista e a semana de 22, pois foi a partir de uma crítica extrema-negativa feita por Monteiro Lobato (crítico de renome na época) à sua nova forma de pintar, que impulsionou vários outros artistas (não só pintores) a explorarem olhares além da arte clássica e tradicionalista. O livro traz muitas referências de cartas trocadas por Anita Malfatti, seus amigos e familiares, além de alguns trechos de poemas, como o citado por Oswald de Andrade na Semana de 22. Apesar dos pontos positivos, não foi a leitura que eu esperava. . Com o livro subtitulado como "a festa da cor" , esperava que a autora explorasse as pinturas de Anita, falasse sobre sua construção, a ideia da artista ao produzir determinado trabalho, entre outroos pontos que mostrassem ao leitor o que de fato era essa festa. No entanto, vemos muito mais a trajetória de Malfatti (esta, também pouco desenvolvida) do que suas obras que, fora o 'Homem Amarelo', tão querido por seu amigo Mario de Andrade, são meramente citadas de acordo com a linha histórica e, no máximo, citadas em quais exposições apareceram ou não. Outro ponto que me incomodou bastante neste livro, visto o gênero e sua necessidade de informar o leitor, foi que todas as imagens de pinturas feitas por Anita, não estavam referenciadas nem se conectavam com o conteúdo da página que estavam postas. Deixavam o livro bonito, com certeza, mas não se tornam relevantes. . Por fim, não sei se por sede ao pote devido ao assunto que adoro, ou se por outras razões que não cabem a mim, li o livro todo sem conseguir criar um olhar mais observador sobre a obra de Anita e sem ser encantada pela tal festa da cor.

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