Neste livro, Carey, um homem caucasiano que participou uma UNICA VEZ da cerimônia de transpiração (sauna, com uso de alucinógenos) em uma cabana tradicional dos nativos norte-americanos da tribo Karuk, compartilha pensamentos e "lembranças" apresentados em primeira pessoa por várias entidades angélicas, geralmente nativas. Entidades iluminadas essas que são exemplo e foram "convidadas" a reencarnar para nos fazer um grandíssimo favor, preparando nossas mentes para o momento em que toda mentira será banida da consciência humana.
O livro começa com Ken Carey, como um nativo americano usando um cocar, que alega estar trabalhando com humanos há 20 bilhões de anos, um período que antecede admiravelmente o Big Bang e a formação da Via Láctea. Este ser “angelical” conta como tem acompanhado a evolução dos humanos desde quando estes começaram a se formar no mar, antes de migrarem para a terra. (Segundo o livro, até mesmo um coacervado pode ser considerado humano, aparentemente.)
Ele conta como foi a transição em que perdemos a consciência de amor e nos deixamos dominar pelo ego, e de como devemos retornar à consciência do amor, toda essa baboseira New Age exaustivamente repetitiva, enfim, uma verdadeira lavagem cerebral.
Seguindo a cartilha da lavagem cerebral, ele enfatiza as vantagens de pertencer à Tribo-Pássaro e como isso te torna um ser especial, exclusivo e escolhido. Em seguida, o livro vem com avisos e um pouco de medo e intimidação, apresentando um inimigo comum a ser combatido – as tribos guerreiras. Continuando com a desvalorização da identidade pessoal através de apelos emocionais repetitivos, tornando um livro de 181 páginas em algo fadigante.
Por fim, ele apela à necessidade/desejo humano de ser acolhido, pedindo que nos lembremos da reunião em que decidimos reencarnar e educar seres menos iluminados, os não-esclarecidos.
Infelizmente, eu não me lembro de tal reunião, e acho que este livro caiu na minha mão por engano e felizmente continuo cega para a verdade e não esclarecida me opondo a ensinamentos seres tão iluminados e superiores como o Ken Carey.
Fiquemos com este lindo conselho retirado do livro: “No estado histórico, esse processo natural é dominado pela insistência humana em tomar decisões apenas com a inteligência”. Ou seja, não devemos tomar decisões baseadas na inteligência.
Despedindo-me desta resenha, cito o epílogo: Sem muito pensar, eu disse “Arigatô gozaimasu”.