Propedêutica Lógico-Semântica -

    Ernst Tugendhat, Ursula Wolf

    Vozes
    2005
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: 8532616593
    Português Brasileiro

    Este livro que dar um primeiro conhecimento do instrumental lógico-semântico atualmente existente, bem como do tradicional e moderno, mostrando sua relevância para algumas questões básicas da filosofia. Na escolha dos temas tratados, bem como em sua apresentação, há, evidentemente, preferências subjetivas, mas não são impositivas. Para não ultrapassar os limites de um manual introdutório de lógica, os autores conscientemente trataram com menos profundidades algumas questões lógicas em sentido estrito, sobretudo as da lógica moderna.

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    Maurino Loureiro do Nascimento24/02/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A filosofia da Lógica

    Os clássicos manuais de lógica, como “Introdução à lógica”, de I. Copi ou “Lógica”, de J. Nolt e D. Rohatyn, são excelentes obras introdutórias, indispensáveis a um primeiro conhecimento dessa disciplina. Todavia, eles tendem a no-la apresentar como uma teoria formal, ou seja, como uma espécie de jogo intelectual. Eles não nos explicam, por exemplo, por que e como as funções proposicionais vem dar conta do problema da não separação entre os aspectos gramaticais e semânticos, oriundo da concepção tradicional do significado da forma sentencial predicativa singular (compreendido como composição na estrutura sujeito-predicado). Eles também não nos informam por que e em quais circunstâncias o valor de verdade de algumas frases complexas não depende exclusivamente do valor de verdade de suas frases componentes; ou em que importa, à teoria funcional de Frege, a diferença entre objetos concretos e abstratos ou entre sentido e referência. Além do mais, eles não nos ajudam a contextualizar a importância de Frege, Russel, Kripke, Quine, Strawson, Wittgenstein, Tarski, dentre outros, na problematização histórico-conceitual da lógica. O livro “Propedêutica Lógico-semântica”, de Ernst Tugendhat e Ursula Wolf supre essa carência, tendo um duplo mérito: sondar a relevância da lógica para a filosofia da linguagem, no sentido de mostrar conceitualmente como os cálculos formais lançam luz sobre a argumentação e traçar os passos históricos em que problemas e perguntas são gerados, sob a perspectiva da lógica, em seu prolífico intercâmbio com a filosofia da linguagem. Eu o recomendo vivamente aos interessados no assunto!

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