A Cinderela mudou de ideia -

    Nunila López, Myriam Sierra

    Editora Planeta
    2010
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788576655398
    Português Brasileiro

    “... e viveram felizes para sempre”, uma sentença incansavelmente ouvida por todas as mulheres durante toda a vida, desde a infância, em filmes, novelas, livros... uma sentença que pressupõe (ou determina) que todas têm o mesmo sonho e que, sem um príncipe que as salve, não há como ser feliz. Nossa Cinderela se vê sufocada dentro de um sonho que ela não planejou, mas ao qual se submeteu por acreditar que seria o melhor para sua vida, afinal, “o que mais uma mulher pode querer”? Mas, enfim surge o dia em que ela conhece a fada do Chega! e descobre que uma mulher pode – e quer – muito mais. Ela, então, decide descalçar os sapatinhos de cristal, descer do salto alto e partir em uma agradável viagem na qual descobrirá um mundo muito maior que a faz sentir completa pela primeira vez em sua vida.

    Resenhas (3)Ver mais
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT picture
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT15/07/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Livro delicinha

    Acredita que emprestei essa belezinha da biblioteca de uma escola? Aproveito para já recomendá-la às professoras ou mães de meninas a partir dos dez anos de idade. A história inicia-se no momento em que Cinderela consegue ir a uma festa e embriaga-se. Na manhã seguinte, ela não se recorda do que havia acontecido. Viu-se obrigada a calçar o sapato de cristal e a se casar com o príncipe. Apesar de ser vegetariana, Cinderela sempre se esforçava para preparar as comidas preferidas do príncipe, mas ele sempre reclamava de que não estavam boas o suficiente. Ela sentia-se confusa e atrapalhada por tudo o que estava vivendo e ainda mais porque tinha de usar o sapato de cristal o tempo todo, e isso a deixava tonta e machucava seus pés. --------ALERTA DE POSSÍVEL SPOILER-------- Deprimida, conversou sobre seus anseios com algumas pessoas, e cada uma delas lhe deu um conselho diferente. Houve insinuações de que ela não precisaria se queixar porque sempre há pessoas em situações semelhantes ou até piores. Disseram-lhe: "Você acha que vai estar melhor sozinha do que com um príncipe?". Insinuaram que ela não precisaria passar por tudo aquilo se não quisesse, que ela poderia largar de tudo facilmente sem que nada lhe acontecesse. Isso tudo a deixou ainda mais confusa e deprimida. Após alguns anos vivendo dessa maneira, ela: "começou a rir de si mesma, de como havia sido inocente ao pensar que um príncipe a salvaria. Parou de se sentir culpada, perdoou-se e percebeu que a única capaz de salvá-la... era ELA MESMA". Descobriu que uma fada aparece cada vez que uma mulher consegue dizer "chega!". Cinderela conseguiu chorar e desabafar, esvaziando de sua vida tudo aquilo que lhe fazia mal, para então se encher de coisas bonitas. Fez novas amizades e percebeu que toda pessoa, independente da aparência, seria capaz de dançar e ser feliz. Aprendeu a tirar um tempo para si e a ter autoconfiança. Conheceu personagens de contos de fadas que também passavam por alguma etapa de transformação em suas vidas. Ajudaram uns aos outros a realizar seus sonhos. ---------FIM DO POSSÍVEL SPOILER------- Gostei bastante da ideia; as ilustrações são bem atrativas. Acho que a narração é um pouco supérflua, muito breve. Pode ser que a história seja narrada assim para causar um certo impacto de se precisar refletir a cada página; o livro não traz todas as respostas, mas dá o caminho para se chegar a elas. Ah, na capa da minha edição está escrito que é "um conto para mulheres modernas", e talvez, (eu acho que) se a próxima leitora for muito exigente, terá dificuldades de abstração, considerando a quantidade de questionamentos que ficam em aberto.

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