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    AMAR ... APESAR DE TUDO -

    Jean-Yves Leloup

    Verus
    2002
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    16 avaliações
    Leram26Lendo6Querem44Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos2Desejados44Avaliaram16

    Neste livro Jean-Yves Leloup e Marie de Solemne abordam a esperança, a vontade de ajudar a reencontrar o sentido da caminhada, o gosto da alegria, a energia para que cada um transforme seu destino em um projeto consciente. O autor ajuda os leitores a desatarem os nós, a interpretar o destino, a dar-lhe sentido e leva as pessoas a compreenderem que a felicidade não se encontra nas coisas, nos objetos, mas na adesão do coração e da inteligência ao Ser. Para Jean-Yves é importante que as pessoas reencontrem a capacidade para amar.

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    Carla Parreira picture
    Carla Parreira31/10/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Amar... apesar de tudo Como sempre vou compartilhar o que mais gostei. Eis a seqüência disposta em alguns tópicos: ☆ Quando assumimos a vida em sua plenitude conseguimos alcançar a liberdade almejada e percebemos que já possuímos todos os sonhos e vitórias dentro de nós. Passamos a amar o que somos e temos em vez de acentuar desejos em torno daquilo que ansiamos ser ou ter. É assim que descobrimos como ter pretensão sem as angustias geradas pela expectativa. ☆ O perdão deve se dar através da compreensão, momento em que somos como que lavados de nossas memórias, fazendo intervir o que está além de nós. Deus perdoa o homem através do próprio homem: à medida que perdoamos compreendendo o ato alheio é que abrimos a possibilidade da energia divina do perdão chegar-se até nós também. Perdoar impõe a nós o reconhecimento de que também somos suscetíveis de cometer inúmeros erros e magoar outras pessoas ao longo da vida. A grandeza de conceber o perdão consiste exatamente em reconhecermos nossas faltas. Essa é uma grande nobreza humana que gera a capacidade de não nos deixarmos confinar nas conseqüências nefastas de nossos atos. ☆ Ao sermos habitados pela consciência e pelo amor, o sofrimento acaba sendo contido em alguma coisa infinitamente mais ampla. Do sofrimento suportado passamos a sentir o sofrimento aceito e transformado pelo poder do amor. Geralmente precisamos chegar ao âmago de nossa carência para encontrar a plenitude de Deus. É através de nossas falhas e fendas que Deus vem à nossa procura. ☆ Não é suficiente amar. O amor sem a inteligência torna-nos infeliz porque damos ao outro o que temos de melhor, mas o nosso melhor nem sempre é o melhor para o outro. Ao darmos o que gostaríamos de receber, fazemos uma concepção muito egocêntrica sobre a felicidade do outro. Além disso, não podemos amar o outro se não nos amarmos primeiro, pois só amamos no outro aquilo que amamos em nós mesmos. Aceitar amar no outro o que não amamos em nós representa aceitar nossas falhas e fraquezas, retirando a couraça da dissimulação e expondo toda a nossa vulnerabilidade sem medo de que o outro possa tirar proveito disso para confirmar seu poder e sua opressão. ☆ Cada momento tem as suas emoções e devemos vivê-las individualmente. A vida é feita para morrer, a flor para murchar e o amor para passar. Um dia nunca é igual ao anterior e estamos nos renovando a cada segundo. É assim que Deus, ao mesmo tempo, nos constrói, destrói e reconstrói (no livro o autor usa a palavra ‘desconstrói’). A verdadeira felicidade está em transformarmos cada momento e tudo o que nos acontece em ocasião de crescimento e evolução. Assim podemos ser felizes a partir de tudo, inclusive das infelicidades. Freqüentemente a busca da felicidade é justamente o que nos impede de sermos felizes, porque procuramos a felicidade sob uma forma precisa demais e delimitamos nossos sentimentos que ficam condicionados a isso e àquilo. ☆ O ser humano é feito de inconstância, relatividade e ambigüidade: ora amamos, ora odiamos, hoje sorrimos, amanhã choramos, etc. Devemos aceitar isso sem nos perturbar a mente com preocupações. A questão é entender que os extremos não são partes opostas, mas sim partes complementares. Verificamos que, efetivamente, não há dia sem noite, não há verdade sem mentira, etc. Não é possível possuirmos a verdade, não é possível apropriarmo-nos do amor, podemos simplesmente estar junto e aceitar que o âmago do ser é indefinido, assim como todo o universo em si é algo inacessível de percebermos em sua totalidade.

    1 curtida

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    Jean-Yves Leloup

    Jean-Yves Leloup est Docteur en philosophie, psychologie et théologie, écrivain, conférencier, dominicain puis prêtre orthodoxe. Athée dans sa jeunesse, il se convertit à Istanbul au christianisme oriental suite à une expérience le laissant pour cliniquement mort. Plus tard, il recherche ses racines occidentales et devient moine dominicain catholique à la Sainte-Baume.

    21 Livros
    16 Seguidores

    Jean-Yves Leloup