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    Pau Brasil - (Ed. Fac-similar)

    Oswald de Andrade

    Edusp
    1925
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-10: 8531407877
    Português Brasileiro
    3.7
    303 avaliações
    Leram592Lendo22Querem263Relendo0Abandonos9Resenhas22
    Favoritos9Desejados263Avaliaram303

    Cancioneiro de Oswald de Andrade, prefaciado por Paulo Prado, illuminado por Tarsila. 1925. Impresso pelo "Sans Pareil" de Paris. "A poesia > é, entre nós, o primeiro esforço organisado para a libertação do verso brasileiro. Na mocidade culta e ardente de nossos dias, já outros iniciaram, com escandalo e successo, a campanha de liberdade e de arte pura e viva, que é a condição indispensavel para a existencia de uma litteratura nacional. Um periodo de construcção creadora succede agora ás lutas da epoca de destruição revolucionaria, das >. Nessa evolução e com os caracteristicos de suas individualidades, destacam-se os nomes já consagrados de Ronald de Carvalho, Mario de Andrade e Guilherme de Almeida, não falando nos rapazes do grupo paulista, modesto e heroico. O manifesto de Oswald, porém, dizendo ao publico o que muitos aqui sabem e praticam, tem o merito de dar uma disciplina ás tentativas esparsas e hesitantes. Poesia >. Designação pitoresca, incisiva e caricatural, como foi a do conffetismo e fauvismo para os néo-impressionistas da pintura, ou a do cubismo n estes ultimos quinze annos. E um epitheto que nasce com todas as promessas de viabilidade", assina Paulo Prado.

    Edições (2)

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    Álida Andriely picture
    Álida Andriely15/03/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Um clássico da poesia brasileira

    Você provavelmente já leu algum desses poemas em provas e você vai se deparar muito com a sensação de "eu já conheço", mas o livro traz explicações prévias e contextos históricos inseridos nos poemas.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 303
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas2%
    José Oswald de Sousa Andrade Nogueira  profile picture

    José Oswald de Sousa Andrade Nogueira

    Articulador e ativo participante do modernismo lançado em 1922, Oswald de Andrade foi o escritor mais rebelde de todo o movimento e o que mais tendeu, em sua prática, à formulação de utopias. Assumindo posturas radicais de esquerda, quis revolucionar não só a arte, mas também os costumes, as instituições e a vida social como um todo. De família rica, José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo SP em 11 de janeiro de 1890. Iniciando-se no jornalismo em 1909, como crítico teatral, em 1912 viajou pela primeira vez à Europa, de onde voltou com uma estudante francesa, Kamiá, a primeira de suas várias mulheres, e novidades de vanguarda como o "Manifesto futurista" de Marinetti. Bacharel em direito (1918), tornou-se amigo de Mário de Andrade, a quem lançou pelo Jornal do Comércio através do artigo "O meu poeta futurista". Em 1923, passou nova temporada na Europa, vivendo com a pintora Tarsila do Amaral, com quem mais tarde formalizaria o casamento. Lá conheceu importantes renovadores das linguagens artísticas, como Picasso, Blaise Cendrars, Erik Satie, Léger, Cocteau e Brancusi. Em 1924, publicou Memórias Sentimentais de João Miramar, um de seus livros mais conhecidos, e o "Manifesto da poesia pau-brasil", de ampla repercussão. Em Paris publicou Poesia pau-brasil (1925). Após viajar pelo Oriente Médio, retomou em São Paulo a atividade jornalística e lançou A estrela de absinto (1927; um dos romances da Trilogia do exílio). Colaborador assíduo dos principais veículos da pregação modernista, como as revistas Klaxon e Verde, fundou em 1928, com Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado, a Revista de Antropofagia, que já em seu número inicial divulgou um dos textos mais polêmicos de Oswald, o "Manifesto antropófago". Dissidente, a essa altura, do grupo mais ligado a Mário de Andrade, lançou nesse texto, "contra todos os importadores de consciência enlatada", um de seus lemas de maior futuro: "Tupy or not tupy, that is the question." Em 1931, ingressou no Partido Comunista Brasileiro e começou a escrever sobre política. Separado de Tarsila e vivendo com Patrícia Galvão (Pagu), precursora do feminismo, fundou com ela O homem do povo, periódico de curta duração que pregava a luta operária. Casou-se outras duas vezes, candidatou-se em vão à Academia Brasileira de Letras e publicou intensamente: Serafim Ponte Grande (1933), O homem e o cavalo (1934), A escada vermelha (1934), A morta (1937), O rei da vela (1937), Marco Zero: a revolução melancólica (1943). Sempre rebelde e contestado por seus contemporâneos, Oswald de Andrade morreu em São Paulo em 22 de outubro de 1954, ano da publicação de suas memórias, Um homem sem profissão, sob as ordens de mamãe. Cerca de dez anos depois, sua obra nada canônica começou a ser revalorizada pelos intelectuais concretistas e pelos movimentos de poesia jovem

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    São Paulo, Brasil

    José Oswald de Sousa Andrade Nogueira