Reunindo palestras e artigos, A educação pela noite, de Antonio Candido, é um livro para os amantes e entusiastas da literatura, mais especificamente os apaixonados pela crítica literária e, mais especificamente ainda, para aqueles que já têm um certo cabedal de informações para poder acompanhar o vasto acervo mental daquele que é um dos maiores críticos de nossa literatura.
O livro encontra-se dividido em três partes: a primeira aborda a (macabra) produção em prosa de Álvares de Azevedo em um artigo e, em outro, a intensa crítica social misturada à autobiografia de Lima Barreto; na segunda parte, são analisadas as produções críticas (e até mesmo idiossincrasias fora da área literária) de outros críticos (Giraldi Cintio, Fancan, Silvio Romero e Sérgio Milliet); e, na terceira parte, em quatro artigos, discute-se a formação da literatura na sociedade brasileira, a correlação entre o atraso cultural e a produção literária na América Latina, o debate sobre a importância do movimento armado de 1930 na cultura de nosso país e, como texto final, Antonio Candido nos presenteia com um amplo voo panorâmico sobre a assim chamada nova narrativa.
Um livro para os da área, como digo, mas que pode também falar e ser (muito ou pouco) compreendido por todos aqueles que amam os livros sobre livros... Assim como eu.