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    O Livro dos Sonhos -

    Jorge Luis Borges

    Círculo do Livro
    1976
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    121 avaliações
    Leram278Lendo17Querem267Relendo2Abandonos7Resenhas6
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    Resenhas (6)Ver mais
    Hélio Rosa de Miranda picture
    Hélio Rosa de Miranda19/02/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Arte de narrar

    Obra-prima da arte de contar e de recontar histórias, o autor enfileira aqui sonhos significativos seus aos de outros grandes narradores, certamente recolhidos de sua vasta biblioteca de Babel. Desta forma, às vezes linear, seguindo o fio da história da humanidade, às vezes saltando para uma cronologia absurda, ela vai nos contando os sonhos de diferentes homens em diferentes culturas, muitos de sua própria lavra, nos quais tigres e labirintos cruzam-se entre ruínas imemoriais.

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo profile picture

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo