Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas35
    • Leitores1585
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Febre de Bola -

    Nick Hornby

    Rocco
    1992
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-11: 8532511864
    Português Brasileiro
    4.1
    623 avaliações
    Leram996Lendo46Querem505Relendo3Abandonos35Resenhas35
    Favoritos52Desejados505Avaliaram623

    Futebol é coisa séria, não importa o quanto alguns insistam em dizer o contrário. Também ignore quem repita sempre que é apenas um jogo. Não é. Se fosse, não seria futebol. Alguns sabem disso. Nick Hornby é um deles. O autor de Um grande garoto e Alta fidelidade agora oferece Febre de bola. Ele mesmo lembra que livros de futebol existem aos montes. Mas este, se pararmos para pensar, não é sobre futebol, necessariamente. Ele trata muito mais do torcedor. Por essa figura - o torcedor - não se entenda aquele que fica contente quando descobre pelo porteiro do prédio que seu time ganhou. O torcedor, segundo Hornby, é o cara que sofre, rumina cada derrota, cada cruzamento por trás do gol e passe errado de seu time. Aquele que se irrita profundamente com as campanhas patéticas da equipe, mas que ainda assim não consegue ficar sem assistir aos jogos. É mais forte que ele. O futebol, para este torcedor, é mais forte que tudo.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (35)Ver mais
    Luiz Fernando Ferreira Magalhães picture
    Luiz Fernando Ferreira Magalhães23/07/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Futebol é uma caixinha de surpresas

    Parem as prensas! Com o perdão do trocadilho, Primeiro às premissas: 1) Amigo meu, este não é um livro sobre futebol, de jeito nenhum. 2) Sob pena de tomar pedradas, me perdoem garotas, mas este é um livro que vocês talvez não entendam perfeitamente. 3) Como sói acontecer na grande maioria dos bons livros, é muito difícil ser taxativo sobre o seu tema. Neste aqui, como nos outros do Nick Hornby, saltam aos olhos dois, obsessões e universo masculino. Às explicações! Futebol não é uma questão de vida ou de morte, amigo, é muito mais importante que isso. Acho que foi o Anjo Pornográfico Nelson Rodrigues que disse que tolo é aquele que no futebol só enxerga a bola. No nosso esporte predileto, existe uma gama de interesses, aspirações, culturas e paixões que permeiam o jogo em si. Oras, sem paixão não se chupa nem um chicabon, não é, Nelson? O relato de Hornby tem como gênesis o divórcio dos seus pais e, como eu, há uma boa chance de alguém aqui ser filho de um lar desfeito e se identificar com o garoto Nick logo de cara. No fim do casamento de seus pais, Nick, que se encontrava sob o teto da mãe durante as semanas e sobre a guarida do pai nos fins-de-semana, via-se diante do estranhamento de não ser nem um pouco semelhante com aquele senhor que antes dormia na cama da sua mãe. Suas músicas prediletas não batiam, seus ídolos eram diferentes, seus gostos eram de espectros distantes. Mas ainda assim a identificação dos dois era necessária, pois era grande a possibilidade de acabarem ambos excluídos da vida um do outro. Zeloso, o pai de Nick resolveu levá-lo ao jogo do Arsenal F.C., time de futebol inglês, pois ali, na multidão, nenhuma conversa era necessária. Ali pai e filho participariam de algo maior e poderiam matar o tempo que estariam juntos. Quem já foi em um estádio sabe, a catarse esportiva desmancha as individualidades em uma massa disforme, mas concisa. Um jovem executivo analista de riscos da bolsa, totalmente wasp, MBA na FGV e Mestrado em Harvard que vá ao Pacaembu pode, com lágrimas nos olhos abraçar o proletário do Capão Redondo na hora do gol, ao passo que este mesmo proleta não acha, de fato, que a mãe do juiz bata ponto na zona do meretrício. A mentalidade do coletivo insere esses valores nos torcedores. Como o garoto Nick não se apaixonaria por algo assim? É desse evento que surge a paixão da criança, a devoção do adolescente e a obsessão do autor, que constrói sua autobiografia-temática de cabeça, sem jamais pesquisar quem foi o autor do primeiro gol do jogo de 26 de maio de 1989, por exemplo. Como alguém consegue sustentar uma relação com um time de futebol por mais de 30 anos, durante um espaço de tempo em que todos os demais relacionamentos falharam? Nick acerta em cheio quando diz que nos homens, às vezes porcos e cafajestes, temos facilidade enorme em trocar nossas namoradas, amantes e esposas por outras ‘melhores’, mas honramos e jamais trocaríamos de time, mesmo quando ele foi rebaixado para série C ou apresentam um futebol tão maçante e enfadonho que acaba cognominado de “Boring Arsenal”?! E é assim que esse Hornby bota o dedo na nossa cara e nos aponta como igual, não aquele torcedor que fica contente quando descobre pelo porteiro do prédio que seu time ganhou, mas aquele torcedor para o qual o futebol não é uma experiência exatamente agradável, com seus nós no estômago a cada cruzamento por trás do gol, suor frio quando o técnico da seleção saca o atacante para pôr um volante e a irritação de uma campanha pífia, mas que sabe que o negócio todo é bem mais forte que ele e que até sente uma pontinha de orgulho ao se ver sentando em um pedaço de concreto de um estádio de quinta categoria às 15hrs de um domingo torcendo para seu time voltar para a elite. O livro é para aquele obsessivo que sabe que o futebol não é só um jogo, que briga com a namorada para não ir ao cinema e ficar em casa no domingo à noite vendo a mesa redonda com Milton Neves e o Neto (“Mas você já não sabe o resultado, pra que ficar escutando tudo de novo?”). Mas não só prá este como também para aquele camarada que roda a cidade atrás da versão original, não remasterizada, do Blonde on Blonde do Bob Dylan, ou aquele maluco que encontramos em pé em um sebo com um sorriso abobalhado e uma expressão de contentamento com a 1ª edição de algum livro do Monteiro Lobato. Se você é homem, amigo, você tem uma obsessão: Carros, figurinhas, discos, charutos, vinhos ou, simplesmente, qualquer coisa que te faça devanear “no meio de um dia de trabalho, de um filme ou uma conversa - sobre um voleio de canhota no canto superior direito ocorrido dez, quinze ou vinte anos antes”

    14 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 623
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Nick Hornby profile picture

    Nick Hornby

    Escritor inglês que costuma abordar em seus livros assuntos como futebol, músicas, relações amorosas e paranóias de seus personagens. Em seus textos, a ironia e sarcasmo andam lado a lado com um humor ácido e impecável, que costuma costurar seus livros.

    27 Livros
    305 Seguidores
    Berkshire, Inglaterra

    Nick Hornby