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    A Última Viagem de Borges -

    Ignácio de Loyola Brandão

    Global
    2005
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 8526010069
    Português Brasileiro
    3.7
    3 avaliações
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    Em A Última Viagem de Borges, Ignácio de Loyola Brandão passeia pelo insólito, propõe enigmas, mas sobretudo desafia a argúcia e a imaginação do leitor. Tendo como personagem central um mistificador de gênio (como o chamou Otto Maria Carpeaux), o escritor argentino Jorge Luis Borges, a peça se desenrola num clima de fantasia delirante, bem ao estilo borgeano, temperado pelo humor e a ironia típicas do autor paulista. Aos 87 anos, cego, sentindo a presença cada vez mais próxima da indesejada das gentes, Borges inventa (ou descobre?) a palavra-síntese, a mais perfeita de todas, resumo de todas as palavras, construída "com sílabas articuladas cheias de ternuras e tremores". Sem escrevê-la ou comunicar a outra pessoa, o velho escritor acaba por esquecê-la. Para recuperar a palavra mágica, Borges organiza uma expedição à Biblioteca de Babel, em companhia de Sherazade, a narradora perfeita, que salvou a própria vida pelo uso da palavra, Sir Richard Burton, o aventureiro inglês do século XIX, primeiro ocidental a entrar em Meca, e Funes, o Memorioso, personagem de ficção criado por Borges. A Biblioteca, no entanto, se opõe com toda a astúcia ao desejo do escritor e seus amigos. Quer preservar para si a palavra perfeita. Dúvidas, desafios, obstáculos, peripécias, incursões pelo mundo dos espelhos, o universo dos labirintos, a terra dos seres imaginários, despertando novas dúvidas. Somos reais ou meras imagens? Afinal, o grupo encontra o Bibliotecário Imperfeito, espécie de duplo borgeano, zelador da inacessível Biblioteca, reino de todas as palavras, onde "estão as coisas criadas e as não criadas", acesso a uma viagem infinita. A Última Viagem de Borges termina com quatro finais possíveis, que poderiam ser infinitos, pois a busca da palavra é a mais árdua de todas as buscas: a de si mesmo. http://www.globaleditora.com.br

    Resenhas (1)Ver mais
    Débora Vilar picture
    Débora Vilar02/03/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O leitor

    Essa obra mostra a potência que o leitor tem. A partir de todas as leituras de Borges, Brandão tece essa homenagem ao escritor argentino, uma dupla manifestação, sendo fiel ao estilo borgiano, e indo além ao corromper seus personagens originais. Tenho certeza que se Borges estivesse vivo, teria adorado a homenagem.

    1 curtida

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    Avaliações

    3.7 / 3
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    Ignácio de Loyola Brandão profile picture

    Ignácio de Loyola Brandão

    Desde pequeno, Loyola sonhava conquistar o mundo com sua literatura; se não, pelo menos voltar vitorioso para sua cidade natal. Sua carreira começou em 1965 com o lançamento de Depois do Sol, livro de contos no qual o autor já se mostrava um observador curioso da vida na cidade grande, bem como de seus personagens. Trabalhou como editor da Revista Planeta entre 1972 e 1976. Dono de um "realismo feroz", segundo Antonio Candido, seu romance Zero foi publicado inicialmente em tradução italiana. Quando saiu no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, que só o liberou em 1979. Em 2008, o romance O Menino que Vendia Palavras, publicado pela editora Objetiva, ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano.

    76 Livros
    160 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Ignácio de Loyola Brandão