Sonetos mal traçados -

    Rodrigo Hogendoorn Haimann

    Ipêamarelo
    2010
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    É hora de se comprometer com a vida. Quem ler os poemas de Haimann às pressas ou mesmo sem saber um pouco sobre o autor, pode se equivocar no julgamento e imaginá-lo um pessimista ou mesmo um frustrado com a vida. Engana-se quem assim o fizer. Basta ler seus poemas com atenção para perceber que ele é, sim, um indignado. Um indignado com a superficialidade das relações, com a falta de comprometimento com as ações e os sentimentos, com a falta de valorização da vida. O que ele quer mostrar em sua obra é que a vida é dura mesmo, que o “felizes para sempre”, tão idealizado pelos casais, inclui momentos difíceis e, muitas vezes, não tão felizes. E além do amor, trata da vida cotidiana, que não envolve apenas coisas bonitas e alegres, nem sentimentos nobres. A vida de todo ser humano, ao que nos mostra Haimann, também possui sentimentos e práticas desprezíveis e mundanas. Todos os dias as relações começam e terminam — sejam elas afeto, de trabalho, de domínio... Contudo, essas observações não pretendem cultivar o pessimismo nos leitores. O intento é criar um posicionamento de compromisso com o cotidiano, e mostrar que a vida é o todo dia, é o sol que aquece e queima, é a chuva que refresca e inunda. E que todos temos o bom e o ruim dentro de nós, mas é nas pequenas escolhas diárias que moldamos nossa vida e nosso caráter. Porque se somos filhos de um Deus — seja ele como for — e se dele recebemos o dom do livre-árbitro, tornamo-nos responsáveis por escrever nosso próprio destino. Agora, inicie sua leitura e comprometa-se. Ana Claudia Dalagnoli

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