Lembranças de um Tempo Fantástico -

    Hélio Costa

    Benvirá
    2010
    262 páginas
    8h 44m
    ISBN-13: 9788502098435
    Português Brasileiro

    Entre 1970 e 1980, o Fantástico – O Show da Vida – era um dos programas de maior audiência e importância e sua maior atração eram as reportagens de Hélio Costa, então o mais célebre repórter da TV brasileira. A cada semana, Hélio apresentava em primeira mão casos insólitos, avanços da medicina, enigmas da humanidade, progressos nas áreas de ciência e saúde, com repercussão nacional. No livro, Costa conta como conseguia suas reportagens e a história por trás de cada uma delas – tudo aquilo que não pode ser dito no enxuto e direto texto da televisão. Uma aula de jornalismo e também registro de uma época em que a globalização e o progresso vertiginoso da ciência davam seus primeiros passos. Como diz o autor na apresentação: “Aqui está, com a sua face humana, o que o jornalismo nem sempre pode revelar: os personagens que cruzaram o meu caminho, nos quatro cantos do mundo. O menino da bolha. Um general japonês que esnoba uma rede de TV americana e fala para o repórter brasileiro. Guerrilheiros na América Central. Soldados silenciosos numa noite gelada da China. Um gênio chamado Salvador Dalí. O maior Tarzan do cinema, Johnny Weissmulller, e seu grito derradeiro. A confissão dolorosa de Ted Kennedy sobre o assassinato do irmão presidente da maior nação do mundo. Nenhum ficcionista seria capaz de inventar esses personagens, revelados com a grandeza e a fragilidade que só os seres humanos reais costumam possuir.”

    Resenhas (1)Ver mais
    Cíntia Mara de Castro Ribeiro picture
    Cíntia Mara de Castro Ribeiro14/11/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    http://www.cintiamcr.com.br/2011/05/lembrancas-de-um-tempo-fantastico-helio.html

    Eu sempre gostei de história; não para estudar, mas para saber mesmo, como curiosidade. E esse foi o primeiro motivo pra eu gostar do livro, que é uma coletânea de momentos da vida do autor como radialista, repórter do Diário da Tarde e, enfim, correspondente da Rede Globo em Washington. Alguns desses momentos são historicamente relevantes, como a morte de John Kennedy, que rendeu o capítulo que eu mais gostei. Outros são apenas recordações, “causos” que todo mineiro sabe contar e apreciar. Não lembro porque esse livro me chamou a atenção, já que Hélio Costa – político conhecido por aqui, foi ministro durante o governo Lula e concorreu ao governo de Minas nas eleições de 2010, perdendo para Antônio Anastasia – não é alguém por quem eu caia de amores. Pelo contrário, minha mãe tem certa aversão a ele, então o que eu ouvi a seu respeito durante toda a minha vida não foi nada agradável, hehe. E uma coisa que me incomodou é que parece que ele “se acha” demais. Eu fiz isso, eu consegui aquilo, eu inventei o ponto eletrônico, etc, etc. Além disso, ele exalta bastante a Globo e, especialmente, o Boni. Achei desnecessária essa [auto-]bajulação toda.

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