Ai ai... Adoro esses livrinhos antigos e seus títulos poéticos...
Acho que vou trocar a ordem dos livros da Maratona de Banca, vou colocar o suplente como oficial e vice-versa. Até agora o livro dois sempre foi melhor que o primeiro, ou eu tenho dedo-podre para escolher livros ou é perseguição!
A mocinha é secretaria de uma firma de advocacia que passa os dias sonhando acordada com o seu viking másculo, nas viagens diárias de metrô, até que vê um anúncio no Times de uma vaga misteriosa para secretaria e datilógrafa, e pensa que pode ser a oportunidade perfeita de se livrar de seu emprego maçante e fazer algo mais emocionante!
Ela se candidata a vaga, e na entrevista de emprego descobre que foi enganada pelo filho de seu patrão, e que não vai ganhar a mais e nem trabalhar em algum lugar quente e exótico, mas sim, que vai ganhar menos que no seu trabalho atual e que terá de se mudar para um lugar isolado, montanhoso e frio. E mesmo assim ela aceita! (Mais para espezinhar o futuro patrão do que por qualquer outra coisa!Kkkk)
Elá vai ela, de mala e cuia para o tal lugar inóspito, trabalhar comosecretaria, e datilografar o livro do mocinho, em uma máquina de escrever! Coisa mais pré-histórica!!
O mocinho, claro, é um grosso! Deixa claro que acha que ela é uma criança imatura, que lê fotonovelas demais, e adora e fazer pouco de sua experiência, mas ela consegue mostrar que com apenas 18 anos consegue ter mais juízo que muita gente, e ainda lidar muito bem com a paixão juvenil do filho dele, as birras da sobrinha de 6 anos e com a cunhada insuportável. Alias, sempre tem uma mulherzinha maldosa para maltratar a pobre mocinha indefesa nesses livros!
Adoro esses livrinhos mais antigos de secretária por causa da nostalgia que me causam. Eu fiz aula de datilografia em uma Olivetti pesada e com as teclas duras! Hoje em dia, por causa desse sofrimento, digito sem olhar para o teclado, sem catar milho e o melhor de tudo, sem nenhum sinal de LER nos pulsos, ao contrario de meus colegas de trabalho que sentam torto e vivem pegando atestado médico! (Será que estou fazendo vantagem mesmo? Dúvidas, dúvidas...). Por conta disso, me identifiquei totalmente com a mocinha que tinha de por carbono na maquina para fazer cópia do livro, e descartava a folha datilografada inteira por causa de um errinho no papel! Como a vida era dura naquela época, oh céus! Hoje é tão mais fácil usar o word do computador e mandar imprimir o numero de cópias desejado na impressora, mas na época nem máquina xérox existia... Oh dureza!
Esta resenha está na Maratona de Banca:
http://crystypaiva.livejournal.com/43068.html