Tansy está cansada de mudar de cidade a todo momento com sua mãe, autora de livros de terror de sucesso e seu avô, Papa Dan, que há muito tempo deixou de falar. O que ela mais quer, é se estabelecer em um lugar, fazer amigos, ter vida igual a de qualquer outro adolescente e uma casa para chamar de lar. Mas ao chegar em Cedar Canyon, ela se vê numa casa antiga, de uma cidade pequena, cheia de histórias de assombração e mistério. Não demora muito e ela encontra no celeiro uma caixa de madeira com um diário, um cristal e um relógio de bolso que pertenceram a um antigo morador.
Através das lentes da sua câmera fotográfica, ela vê cenas em preto e branco que não estão ali realmente, com a ajuda do cristal que encontrou e das fotos que tirou, ela é tragada para o passado de Henry, um garoto excêntrico que morou na mesma casa que agora ela vive e morreu de um jeito misterioso, muitos dizem que foi suicídio, mas ninguém sabe o que realmente aconteceu. A cada nova 'visão' ela se afunda mais no passado dele e acaba se perdendo na própria realidade quando está de volta.
A narrativa é feita em primeira pessoa, contada pela Tansy, de um jeito muito intenso, com sentimentos que afloram a cada nova cena, a solidão da garota é palpável. Em certo momento a linha entre a realidade e as visões é tão tênue que você acredita que ela está perdendo sua sanidade. De uma forma muito discreta o bulling e o relacionamento familiar moderno estão inseridos na trama.
Leia mais: http://www.psychobooks.com.br/2011/04/resenha-through-her-eyes.html