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    Antologia poética -

    Mario Benedetti

    Record
    2000
    255 páginas
    8h 30m
    ISBN-10: 8501033049
    Português Brasileiro
    4.3
    34 avaliações
    Leram80Lendo4Querem53Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos10Desejados53Avaliaram34

    Benedetti, autor de mais de 60 livros (romances, novelas, teatro, ensaios e poesia), traduzidos em mais de 20 idiomas, é considerado um dos grandes nomes da literatura hispânica da atualidade, com uma bagagem considerável de prêmios mas, inexplicavelmente, ainda muito pouco lido e traduzido entre nós. Com exceção de alguns poucos romances publicados no Brasil, a sua poesia só veio a ser editada em livro no Brasil em 1988.

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    Marianne Freire16/08/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Ler Mario Benedetti é beber numa das mais belas fontes humanas de conhecimentos e sentimentos desse tipo, que é a do poeta que sabe por que afirma que “só quando transgrido alguma ordem / o futuro se torna respirável”. Ler Mario Benedetti é aprender a ver a América Latina e as suas não-liberdades atrás de nosso instante, quase infinitizando-o dentro do sonho e da realidade e da história, já que dentro desse instante o poeta também requer que seja reveladoramente enxertada a dimensão do universo. “ Moscyr Félix Mario Benedetti foi um dos maiores poetas uruguaios e fazia parte da Geração de 45, foi autor de novelas, contos, poesia, teatro, ensaios, crônicas humorísticas, letras de canções. Esta antologia poética e edição bilíngue de 1988, tradução de Julio Luis Gehlen é uma reunião de poemas escolhidos à porta de sensibilidade, e alguns bem famosos como “A ponte”, “eis a ponte / para cruzá-la ou não cruzá-la / e eu vou cruzar / sem prevenções” “Sou meu hóspede”, “sou meu hóspede noturno / em doses mínimas / e uso a noite para despojar-me da modéstia / e outras vaidades” “Façamos um trato”, “companheira você sabe que pode contar comigo / não até dois ou até dez / mas sim contar comigo” e o belíssimo “Porque Cantamos”, “você perguntará por que cantamos cantamos porque o rio está soando e quando soa o rio / soa o rio cantamos porque o cruel não tem nome embora tenha nome seu destino” A poesia de Mario o fez um dos latino americanos mais lidos dos últimos anos, e um autor mais que consagrado na segunda metade do século XX, além de mostrar uma escrita preocupada com as insurgências do seu tempo construindo uma “América Latina insubordinada”, também foi extremamente querido por aqueles que apreciam as emoções e sentimentos reunidos junto de boas ideias, e de sinuosas características como a sua “bondade inexplicável” descrita por Eduardo Galeano. “Mario ocupava um lugar muito maior do que ele mesmo achava”, segundo José Saramago. Antologia poética é um bonito apanhado literário de poemas que são “sistemas de cumplicidade”, sem muitas preocupações estéticas, zelos e cuidados com a palavra com um itinerário extremamente empático.

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    Mario Benedetti

    Mario Benedetti (Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema. Dentre as diversas honrarias que recebeu destacam-se o Prêmio do Ministerio de Instrução Pública (1949) conquistado em função de sua primeira compilação de contos, Esta Mañana; Prêmio Jristo Botev da Bulgaria (1986) pelo conjunto de sua obra; o Prêmio Ibero-americano José Martí (2001); e o Prêmio Internacional Menéndez Pelayo (2005) que é dado em reconhecimento ao esforço de personalidades em âmbito artístico e científico em prol dos idiomas ibéricos.

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    175 Seguidores

    Mario Benedetti