Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas9
    • Leitores610
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O único final feliz para uma história de amor é um acidente -

    João Paulo Cuenca

    Companhia das Letras
    2010
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788535917000
    Português Brasileiro
    3.1
    196 avaliações
    Leram320Lendo9Querem273Relendo0Abandonos8Resenhas9
    Favoritos7Desejados273Avaliaram196

    Destaque da nova geração de escritores brasileiros, J. P. Cuenca narra a tórrida e acidentada relação de um jovem executivo de Tóquio com uma garçonete do Leste Europeu. O casal é ameaçado pelo perverso pai do rapaz, um velho poeta que vive com uma boneca erótica e mantém uma rede de voyeurismo. Este romance de J. P. Cuenca se passa em um futuro próximo na cidade de Tóquio e é centrado na figura de Shunsuke Okuda, um jovem funcionário de uma multinacional. Conquistador inveterado, ele cria uma identidade para cada namorada que conhece nos bares do distrito de Kabukicho. Mas sua rotina é abalada pelo aparecimento de Iulana, uma garçonete por quem fica obcecado. Iulana é apaixonada por uma dançarina e mal fala japonês, mas nada disso impede que os dois mergulhem numa relação conturbada. O maior problema, contudo, é que estão sendo observados. O pai de Shunsuke, sr. Okuda, paira sobre o livro como uma figura onipresente e maligna que parece querer destruir qualquer chance de felicidade do filho. Operando um complexo sistema de espionagem, Okuda grava os passos de Shunsuke, e poderá pôr em perigo a vida do casal. Com uma estrutura caleidoscópica e narradores tão surpreendentes quanto uma melindrosa boneca inflável, o romance se apropria da cultura japonesa de ontem e de hoje - dos quadrinhos, dos seriados -, para narrar uma história de amor surpreendente e perturbadora, em que a vida fragmentada das metrópoles, o voyeurismo e a perversão figuram como vilões onipresentes.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (9)Ver mais
    JOSE LEONARDO RIBEIRO NASCIMENTO picture
    JOSE LEONARDO RIBEIRO NASCIMENTO21/07/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Bela novela

    Pequena novela habilmente formatada pela editora para caber num livro, esta história foi o meu primeiro contato com o escritor carioca João Paulo Cuenca. Faz parte da minha busca por autores contemporâneos brasileiros uma busca que, frise-se, tem se revelado deveras auspiciosa. Fiz questão de destacar o termo novela e a ginástica promovida pela editora porque este foi um dos aspectos que me causaram má impressão. Não que eu acredite que a qualidade de um livro dependa do número de páginas, e A Metamorfose e Uma criatura dócil são apenas dois pequenos exemplos do contrário. É que neste caso houve uma tentativa de manipulação evidente por parte da editora. É só folhear o livro para ver. São microcapítulos e muitas, muitas páginas em branco e pela metade. De tão intrigado que fiquei por esta situação, fiz um cálculo do número de palavras do livro e cheguei a cerca de quinze mil. Fosse o livro formatado de maneira tradicional, sem os citados recursos alongadores, ele não passaria de cinquenta páginas, um terço do total de páginas da edição que comprei. Assim, o leitor adquire um conto longo/novela por um romance, o que considero uma desonestidade da editora. Trata-se, contudo de uma excelente história, e, a despeito de a maneira não-linear, ultramoderna (na falta de arcabouço teórico para usar um termo mais adequado) não ser a minha favorita, o talento de João Paulo Cuenca é evidente. Ele sabe se utilizar bem demais dos recursos que escolheu. As repetições, os momentos mais insanos, mesmo os poemas, a variação narrativa. Consegue construir com habilidade a figura de Shunsuke Okuda, personagem central, da polonesa-romena Iulana Romiszowska , seu interesse amoroso, de seu pai, o eterno rival Lagosta Okuda, e até mesmo da boneca Yoshiko, apesar de a ignorância dela a respeito de alguns conceitos básicos me pareça forçada. O livro conta uma história de amor entre Shunsuke e a garçonete Iulana Romiszowska, que por sua vez está apaixonada pela dançarina/garota de programa, com quem divide quarto. Ambientado numa Tóquio surreal, vigiada pelo seu pai, que é ao mesmo tempo uma espécie de gângster e grande irmão e poeta, é difícil não imaginar que boa parte dos exageros presentes na trama (e são muitos, com direito até a uma aparição de Gyodai, o ampliador de monstros de Changemab) não seja fruto da mente perturbada de Shunsuke, que nunca conseguiu se relacionar bem com o pai, a quem vê como uma espécie de monstro todo-poderoso. O único final feliz para uma história de amor é um acidente foi uma bela introdução ao universo de J. P. Cuenca, elogiadíssimo escritor brasileiro. Decerto relerei em breve esta novela e, encontrando algum outro livro seu nas prateleiras de uma livraria, não perderei a oportunidade de comprá-lo. Ah, e o fugu (ou baiacu) da capa tem um papel simbólico relevante na trama. Leiam e descubram.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.1 / 196
    • 5 estrelas11%
    • 4 estrelas21%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas22%
    • 1 estrelas8%
    João Paulo Cuenca profile picture

    João Paulo Cuenca

    É autor de Corpo presente (Planeta, 2003), O dia Mastroianni (Agir, 2007) e O único final feliz para uma história de amor é um acidente (Companhia das Letras, 2010). Escreveu crônicas semanais para a Tribuna da Imprensa e para o Jornal do Brasil entre 2003 e 2005. Participou de antologias como Cem melhores crônicas brasileiras (Objetiva, 2007), Cenas da Favela (Geração Editorial, 2007), Missives – Nouvelles brésilliennes contemporaines (Société Littéraire, 2008) e B39 — Antologia de cuento latinoamericano (Ediciones B, 2007). Em 2007, foi selecionado pelo Festival de Hay e pela organização do festival Bogotá Capital Mundial do Livro como um dos 39 autores mais destacados da América Latina com menos de 39 anos. Em julho de 2008, seu segundo romance foi lançado na Itália, traduzido como

    9 Livros
    53 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    João Paulo Cuenca