Era uma vez o povo, ou os povos do mundo todo, que em seus cotidianos mais remotos trocavam experiências, vivenciavam novas e antigas emoções, contavam histórias entre si, confraternizavam, sorriam, choravam e sobretudo registravam valores. Assim, atos, gestos, sentimentos e tradições foram sendo conservados ao longo dos tempos. Era uma vez o Verbo errante que andava solto pelos desertos, pelas cavernas, pelos mercados antigos, nas encruzilhadas de viajantes e bandidos, aventureiros e comerciantes; era o verbo, mas o verbo dito, o verbo falado, contado e compartilhado por todos, e por meio dele transmitiam-se e registravam-se as aventuras do ser humano. Sim, porque a literatura nasceu antes da literatura; essa é uma antologia sobre sua infância, a infância da ficção. E curiosamente se poderia dizer que houve um momento em que a infância da ficção se confundiu com a da própria humanidade. Foi, era ou é um ponto de encontro privilegiado, e não é à toa que eles, os contos dos povos, nunca deixaram de atrair o ser humano. Não são antigos nem modernos: são eternos. - Flávio Moreira da Costa
Os grandes contos populares do mundo -
Flávio Moreira Da Costa
Ediouro
2005
432 páginas
14h 24m
ISBN-10: 8500014733
Português Brasileiro
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Flávio Moreira Da Costa
Flávio Moreira Da Costa foi um Antologista, contista, poeta, editor, crítico, jornalista, tradutor, biógrafo, roteirista, diretor de cinema. Muito premiado dos anos 90, Flávio Moreira da Costa foi elogiado por Júlio Cortázar, Jorge Amado, Antônio Houaiss, Dyonélio Machado, Fernando Namora, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Wilson Martins, Fábio Lucas, Benedito Nunes, Otto Maria Carpeaux e Antônio Hohlfeldt, entre outros.
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Rio Grande do Sul, Brasil

