Suddenly Ken heard the sound of horses coming near the house and started up so quickly that the leg of his chair tangled with the leg of the table and he went sprawling on the floor, then scrambled up and over to the window... Ken leaned out the window as far as he could to see the last of them as they went down the Green, just jog-trotting... 'Ken... what are you doing?' He scurried back to the table and made it true before he answered, 'I'm doing my arithmetic.' It seems Ken can't do anything right. He loses saddle blankets and breaks reins... but then comes the worst news yet; a report card so bad that he has to repeat a grade. How can you tame the dreamy mind of a boy who stares out of the window instead of taking an exam? Enter Flicka, the chestnut filly with a wild spirit. Over the course of one magical summer, both will learn the meaning of responsibility, courage, and, ultimately, friendship
My Friend Flicka (Charming Classics) -
Mary O'Hara
Edições (1)
Ver maisUma história de amizade
Dizem que “Minha amiga Flicka” para os americanos é um livro de leitura obrigatória no primário. Na verdade, é uma trilogia, sendo o segundo e o terceiro livros “Thunderhead” e “Green Grass of Wyoming”. É a clássica história de um menino, Ken, de 10 anos, que volta da escola para passar o verão no rancho da família no Wyoming, mas infelizmente descobre que não passou de ano (para o 5o ano) porque ficou sonhando acordado em vez de escrever uma redação na última prova. O sonho de Ken é ter um dos cavalos da fazenda só para si, mas, depois da reprovação no colégio, o pai, dono do rancho que enfrenta dificuldades, fica furioso e diz que ele nunca vai ter o que quer. A mãe de Ken é mais compreensiva e entende o que o cavalo significa para ele e convence o marido a deixar Ken escolher um cavalo. Ken escolhe a égua Flicka, cuja mãe nunca foi domada, o que aumenta a distancia entre Ken e o pai, que não aprova a sua escolha. Será que ele conseguirá domar o cavalo ou ela se mostrará tão arredia quando a mãe? A resposta já vem no título do livro, claro, mas o que importa nessa história é a jornada acidentada de Ken e Flicka. A história é basicamente contada pela perspectiva da mãe de Ken, o que é um pouco estranho para um livro infantil. Mas para mim o motivo é um tanto óbvio: a mãe é o único elo entre Ken e o pai. Ela é a apaziguadora, a pessoa que entende os dois lados e que luta para que Ken e o pai se reconciliem e comecem a agir como pai e filho. Não vou revelar muito da história porque senão acaba ficando sem graça, mas o livro nos faz torcer por Ken e Flicka e até ter um pouquinho de raiva da intransigência do pai. É lindo ver a amizade de Flicka e Ken crescendo aos poucos naquela paisagem de tirar o fôlego com descrições tão bem feitas que parece que estamos lá! O livro é tão famoso nos EUA que virou a série de TV “Minha Amiga Flicka” em 1943, ainda em preto e branco. Teve sua primeira adaptação para o cinema no filme “Thunderhead, Son of Flicka”, baseado no segundo livro da série, em 1945. Três anos depois o terceiro livro também foi adaptado com o mesmo nome do livro “Green Grass of Wyoming". A série passou aqui no Brasil pela extinta TV Tupi. Recentemente a adaptação “Flicka”, de 2006, mudou bastante a história do livro. No filme, Kathy McLaughlin, de 16 anos, em vez de Ken McLaughlin, de 10 anos, é quem volta para o rancho. A égua selvagem de Kathy é negra e a cerca onde ela fica presa é de madeira e não de arame, talvez para não causar impacto com a cena da égua se machucando. Mas o filme é bonitinho e os cenários são absurdamente lindos pra quem gosta de fazendas, montanhas, florestas e, claro, acima de tudo cavalos.
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