Razão e Sensação em Aristóteles - Um ensaio sobre De Anima III 4-5

    Marco Zingano

    L&PM
    1998
    218 páginas
    7h 16m
    ISBN-10: 8525409200
    Português Brasileiro

    A noética aristotélica foi sempre vista como a defesa de uma natureza substancial do intelecto, a despeito do próprio Aristóteles ter concebido a alma humana como forma de um corpo, não podendo, portanto, existir separadamente. Neste ensaio, cujo núcleo é a tradução e comentário dos célebres capítulos IV e V do terceiro livro do De Anima, o autor procura mostar que Aristóteles não está preocupado, nestes capítulos, em sustentar que o intelecto é uma substância; ao contrário, em perfeita harmonia com seu programa hilemorfista, o intelecto é analisado como aquela parte pela qual a alma pensa e concebe, ou seja, é uma operação da função de conhecimento que, em conjunção com a operação da sensação, mas operando de modo distinto, é capaz de conhecer os objetos guiado por universais. longe de ser um resquício do dualismo platônico, a doutrina aristotélica é um legado à filosofia do conceito e à teoria da verdade.

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