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    O ovo apunhalado -

    Caio Fernando Abreu

    Agir
    2008
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788522006618
    Português Brasileiro
    4
    1505 avaliações
    Leram3152Lendo146Querem1280Relendo14Abandonos69Resenhas52
    Favoritos155Desejados1280Avaliaram1505

    Anjos, monstros devoradores, alucinações muito reais. Os seres fantásticos que povoam este livro são constituídos de mistérios. Suas rotinas triviais foram recriadas na forma de epopéias transformadoras, despidas dos disfarces que arrastam os seres humanos no cotidiano. Uma obra que mostra que o grotesco não está em tais seres. Está em não saber vê-los.

    Edições (3)

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    Resenhas (52)Ver mais
    Fabricio Ataide picture
    Fabricio Ataide09/08/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Caio, sempre impactante.

    Os contos reunidos neste livro falam, quase me sua plenitude, sobre a solidão e o desamor. O OVO APUNHALADO é uma daquelas obras feitas para se ler num sábado chuvoso, acompanhado de uma música triste e uam enorme caixa de chocolates... Meu conto preferido é PARA UMA AVENCA PARTINDO... sempre que o leio, sinto algo inexplicavelmente explosivo em mim, um misto de ternura, ódio e esperança... Para quem ainda não conhece a obra de Caio Fernando Abreu, este é um bom começo.

    9 curtidas

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    Avaliações

    4 / 1505
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Caio Fernando Loureiro de Abreu  profile picture

    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
    1.849 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu