Um livro sobre amor, dualidade, vingança e perdão. Acima de tudo, um livro sobre a sua verdadeira essência.
Quem me conhece sabe que alta fantasia não é bem o meu gênero literário favorito, mas a N. K. Jemisin sempre me faz morder a língua quando falo sobre. Você quer uma escrita instigante? Você quer uma história complexa, mas compreensível? Você quer diversidade e representatividade? Você quer os deuses se curvando aos desejos de homens que não compreendem bem o seu próprio poder? Então, muito provavelmente, você quer ler esse livro.
Acho que o que mais me surpreende, toda vez que leio algo da Jemisin, é justamente o quanto ela SEMPRE consegue se reinventar e me surpreender com a escrita fluída, divertida e detalhada dela. Desde a primeira página, você já vai contar com ação, emoções fortíssimas e segredos que pedem para ser revelados.
Mas, mais do que tudo isso, o que você encontra nessa história é a própria realidade. Percorrer o mundo dos cem mil reinos é percorrer uma história sobre as duas verdades que existem em uma mesma história. É compreender a importância não apenas do balanço, mas principalmente da dualidade. É se apaixonar pelo abstrato e desejar que esse livro ainda tivesse mais páginas para ler. É atravessar, com uma curiosidade crítica, o colonialismo.
N. K. Jemisin não me decepciona mesmo, muito pelo contrário: sempre me surpreende com alguma técnica narrativa nova.
Espero que você goste desse livro tanto quanto eu gostei e boa leitura.