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    Tempos Líquidos -

    Zygmunt Bauman

    Zahar
    2007
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788571109933
    Português Brasileiro
    4.1
    709 avaliações
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    A insegurança é o assunto principal de Zygmunt Bauman em 'Tempos Líquidos', um fenômeno que, para o autor, caracteriza a vida nas grandes metrópoles globalizadas. As cidades são hoje verdadeiros campos de batalha, onde os poderes globais se chocam com identidades locais, abandonadas pela desintegração da solidariedade social. O produto desse encontro não poderia ser outro senão a violência e a insegurança generalizadas.

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    Doney Corteletti Stinguel26/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: Tempos Líquidos, de Zygmunt Bauman

    Parte I: “Se a ideia de “sociedade aberta” era originalmente compatível com a autodeterminação de uma sociedade livre que cultivava essa abertura, ela agora traz à mente da maioria de nós a experiência aterrorizante de uma população heterônoma, infeliz e vulnerável, confrontada e possivelmente sobrepujada por forças que não controla nem entende totalmente; uma população horrorizada por sua própria vulnerabilidade, obcecada com a firmeza de suas fronteiras e com a segurança dos indivíduos que vivem dentro delas — enquanto é justamente essa firmeza de fronteiras e essa segurança da vida dentro delas que geram um domínio ilusório e parecem ter a tendência de permanecer como ilusões enquanto o planeta for submetido unicamente à globalização negativa. Num planeta negativamente globalizado, a segurança não pode ser obtida, muito menos assegurada, dentro de um único país ou de um grupo selecionado de países — não apenas por seus próprios meios nem independentemente do que acontece no resto do mundo.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2024/04/tempos-liquidos-parte-i-de-zygmunt.html XXXXXXXXXXXXX Parte II: “Resumindo uma longa história: as cidades se tornaram depósitos sanitários de problemas concebidos e gerados globalmente. Os moradores das cidades e seus representantes eleitos tendem a se confrontar com uma tarefa que nem pela força da imaginação poderiam realizar: a de encontrar soluções locais para problemas e dilemas concebidos globalmente. Assim, permitam-me repetir, surge o paradoxo de uma política cada vez mais local num mundo progressivamente modelado e remodelado por processos globais. Como observou Castells, a marca cada vez mais conspícua de nossa época é a intensa (poderíamos dizer: compulsiva e crescentemente obsessiva) “produção de significado e identidade: meu vizinho, minha comunidade, minha cidade, minha escola, minha árvore, meu rio, minha praia, minha capela, minha paz, meu meio ambiente”.14 “Indefesas diante do turbilhão global, as pessoas se aferram a si mesmas.” E deixem-me observar que, quanto mais “se aferram a si mesmas”, mais “indefesas diante do turbilhão global” elas tendem a ficar, e portanto menos capazes de decidir, que dirá afirmar, os significados e as identidades locais, que aparentemente são seus — para grande satisfação dos operadores globais, que não têm motivo para temer os indefesos.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    Zygmunt Bauman

    Foi um aclamado sociólogo polonês. Professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia até seu falecimento, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968, sendo afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da universidade de Leeds. Lá conheceu o filósofo islandês Ji Caze, que influenciou sua prodigiosa produção intelectual, pela qual recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra).

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    Zygmunt Bauman