O Volume 11 é aquele momento da série em que o quebra-cabeça parece que vai explodir na sua cara — e, de certa forma, é isso que acontece. Otsuka continua a intensificar o jogo psicológico, aprofundando as múltiplas personalidades e o impacto devastador do Projeto Lucy, que agora se revela com mais camadas sombrias do que nunca. Aqui, a linha entre vítima e algoz é tênue. Amamiya/Nishizono/Kobayashi (ou qualquer que seja o nome da vez) enfrenta não só seus próprios demônios internos, mas uma teia de agentes que manipulam memórias e identidades para seus próprios fins obscuros. A atmosfera é sufocante, carregada de paranoia e dúvida. A arte de Tajima, como sempre, está no auge, com cenas de tirar o fôlego e composições que transmitem a sensação de confusão mental e instabilidade. Os contrastes visuais reforçam o clima claustrofóbico e perturbador da narrativa, que avança a passos de formiga para um clímax que parece inevitável.

