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    Missão no Reich - Glória e covardia dos diplomatas latino-americanos na Alemanha de Hitler

    Roberto Lopes

    Odisséia
    2008
    543 páginas
    18h 6m
    ISBN-13: 9788586368448
    Português Brasileiro
    4.3
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    Missão no Reich, do pesquisador e jornalista brasileiro Roberto Lopes, que a Odisséia Editorial tem a honra de trazer à lume, é o mais completo e fascinante mergulho no tenso mundo dos desconhecidos (e desprestigiados) diplomatas latino-americanos que serviam em Berlim e em outras importantes cidades do Velho Continente à época do III Reich. Estrangeiros eram agredidos e insultados nas ruas, judeus desapareciam sem deixar rastro, e, ainda assim, dezenas de diplomatas da parte pobre da América ? que representavam nações sem poderio militar ? se deixaram seduzir pelos métodos implantados pelo Regime Nacional-Socialista. ?Essas [...] medidas, já aconselhadas por tratadistas de direito administrativo, ao serem colocadas em prática com patriotismo e energia, fizeram renascer a fé e a confiança e abriram as portas de um porvir melhor para a Alemanha?, relatou a seus superiores, em janeiro de 1934, o cônsul-geral da Guatemala em Hamburgo, Faustino Padilla. Até mesmo os que serviam em países vizinhos contemplavam com admiração o advento do nazismo, caso do 1º secretário brasileiro em Budapeste, Carlos Martins Ramos: ?Não tem havido, como se diz, às vezes, maus-tratos contra os israelitas?, garante ele a um jornalista francês, em junho de 1933 (dias antes de Ley chamar os sul-americanos de ?idiotas?). ?Hitler procura defender o cristianismo contra o seu inimigo tradicional e o povo contra o seu explorador habitual?, completa o diplomata do Brasil. Usando de uma metodologia inovadora, o autor reconta a história da primeira fase do relacionamento da América Latina com o nazifascismo através do comportamento de seus agentes diplomáticos e consulares na Europa. Lopes viajou por 11 países à caça de telegramas, ofícios, cartas, textos de pronunciamentos, atas oficiais e relatórios secretos. Teve acesso não apenas a arquivos diplomáticos, ou centros de documentação civis, mas também aos informes do Estado-Maior do Exército francês, que vigiava de perto o entusiasmo com que representantes civis e militares de países sul-americanos e centro-americanos cortejavam a indústria bélica alemã, em claro desrespeito aos dispositivos do Tratado de Versalhes. ?A desculpa é sempre a mesma: acusa-se a Alemanha de ter espírito guerreiro?, argumenta Cruchaga Ossa, cônsul que, em 1933, representa o Chile no III Reich. ?No entanto, sabemos que a Alemanha [...] [faz] exercícios com canhões de madeira, aviões de papel e tanque de papelão"

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