Apesar das fortes tonalidades regionalistas da primeira parte da obra, ambientada no Garimpo de Diamantes do Triângulo Mineiro, com algumas pinceladas de realismo fantástico, nota-se desde o começo um cheiro constante de romance social, manifestado de forma subliminar nas relações atípicas entre os donos da terra de garimpeiros, nas ligações trabalhistas entre o fornecedor e o "meia-praça", na forma rústica de cooperativismo descoberta para solucionar problemas de saúde da corrutela. Esta constante preocupação com capital e trabalho explode na segunda parte do livro, quando as principais personagens alinhavadas no Garimpo partem para a Capital Paulista, envolvida no "Comando Cowboy", um grupamento guerrilheiro ligado à VPR - Vanguarda Popular Revolucionária, que participava das ações de assalto a bancos para financiamento da resistência contra a opressão da Ditadura Militar, porém denotando sempre uma grande preocupação com a luta fraticida.