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    Homo Ludens - O Jogo Como Elemento da Cultura

    Johan Huizinga

    Perspectiva
    2007
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-13: 9788527300759
    Português Brasileiro
    4.2
    207 avaliações
    Leram361Lendo133Querem386Relendo1Abandonos42Resenhas14
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    "A obra mais importante na filosofia da história em nosso século", nas palavras de Roger Caillois. "É no jogo e pelo jogo que a civilização surge e se desenvolve", diz o autor. Tomando essa noção de jogo em uma perspectiva histórica enquanto fenômeno cultural e não biológico, psicológico ou antropológico, ele vai se associando metodicamente a outras noções fundamentais como linguagem, competição, direito, guerra, conhecimento e poesia para construir seu pensamento, além de analisar as formas lúdicas que algumas dessas práticas podem tomar.

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    Élida Lima picture
    Élida Lima28/02/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Viés teológico no final

    "Todo jogo é capaz, a qualquer momento, de absorver inteiramente o jogador. Está cheio das duas qualidades mais nobres que somos capazes de ver nas coisas: o ritmo e a harmonia." --- O HeNan (http://www.skoob.com.br/usuario/mostrar/13910) trouxe uma discussão sobre este livro que achei interessante compartilhar: " HeNan: - Meu problema com "Homo Ludens" é a conclusão "teleológica" que ele apresenta: ser humano é jogar; jogar não é racional (e razão para ele é algo divino); portanto, devemos superar nossa humanidade (e o jogo de que vocês tanto gostam) por meio da razão (Deus é a razão suprema). " Eu que (acredito, como muitos) li apenas os capítulos que diziam respeito à minha área de interesse, passei batida do final do livro. E penso que ele acrescenta um viés que compromete, no mínimo, a concisão da obra. Começa na página 235 do meu exemplar (e são 236 ao todo). Sendo que a 234 antecipa: "Até agora o jogo foi tomado em seu sentido imediato e quotidiano, e procuramos evitar o curto-circuito filosófico (...) Torna-se agora necessário, no final de nossa discussão, levar em conta este ponto de vista." Pag 235 - "blá blá Heráclito Platão blá blá... só Deus é digno de suprema seriedade, e o homem não passa de um joguete de Deus" (9ª linha). Início do segundo parágrafo - "O espírito humano só é capaz de libertar-se do círculo mágico do jogo erguendo os olhos para o Supremo." E termina, o livro, na página seguinte - "Basta uma gota de piedade para colocar nossos atos acima das distinções intelectuais." Você tinha notado isso? O que pensa a respeito?

    9 curtidas

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    Johan Huizinga

    Foi um proeminente professor e historiador neerlandês, conhecido por seus trabalhos sobre a Baixa Idade Média, a Reforma e o Renascimento. Os seus estudos destacam-se pela qualidade literária e pela análise dos acontecimentos, abordando aspectos da história da França e Países Baixos, durante os séculos XIV e XV, como ilustração sobre a última etapa da Idade Média. Na sua bibliografia também se encontram trabalhos da juventude sobre a literatura e a cultura da Índia, uma biografia de Erasmo e outras obras de cunho histórico. O regime nazista o manteve preso de 1942 até sua morte.

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    46 Seguidores

    Johan Huizinga