A escritura e a diferença -

    Jacques Derrida

    Perspectiva
    2002
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-10: 8527302888
    Português Brasileiro

    É um conjunto de artigos e conferências que tem lugar especial dentre os escritos que levaram ao nosso público leitor aspectos fundamentais do pensamento e da crítica nos termos do movimento estruturalista. Editado anteriormente na coleção Debates da editora Perspectiva, a coletânea aparece agora na coleção Estudos, integrada por mais quatro ensaios inéditos no Brasil: Cogito e História da Loucura, Violência e Metafísica (sobre Lévinas), Da Economia Restrita à Economia Geral e Elipse. As concepções deste expoente do enfoque estrutural tornam-se tanto mais objetivadas quanto, com este ponto de mira, o filósofo e ensaísta percorre um largo espectro de tópicos envolvidos nos debates sobre o tema, como sejam a análise dos signos e da linguagem, das correntes filosóficas, culturais, bem como de pensadores que estiveram em causa nos embates de idéias no século XX. Assim, Husserl, Freud, Heidegger, Saussure, Focault, Lévinas, Bataille e Lévi-Strauss são investigados, da mesma forma que a metafísica clássica, na busca dos elementos que, implícitos ou explícitos, implicam ou propõem causas ou fontes do modo de pensar e da verdade da representação sígnica.

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    Joachin Azevedo picture
    Joachin Azevedo02/12/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    L`Ecriture et la différence foi escrita em 1963 e traduzido para o português em 1971. O escopo geral de Derrida é imprimir uma certa estranheza em relação às tradições clássicas do pensamento ocidental. Fortemente influenciado por Husserl, Derrida irá beber na fonte da fenomenologia para contestar as matrizes do historicismo e do objetivismo. Porém, o flerte entre Derrida com o pensamento de Husserl dura pouco. Ao buscar refletir sobre o signo e sobre a linguagem, já em um momento que os próprios estruturalistas estavam atacando a fenomenologia husserliana, Derrida irá iniciar um trabalho de desconstrução sistemática de cada obra estruturalista as taxando de logocêntricas. A inovação de Derrida consistiu em trazer para a leitura de textos filósoficos elementos provenientes da linguistica, psicanálise, etnologia, etc. Leitura obrigatória nos setores de ponta das Ciências Humanas.

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