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    Para Leer El Capital -

    Louis Althusser

    Siglo XXI
    1990
    335 páginas
    11h 10m
    ISBN-10: 9682303192
    Espanhol
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    Para leer El capital es uno de los textos fundacionales del marxismo estructuralista, corriente de pensamiento que pretendía llevar a cabo una revolución intelectual contra las interpretaciones del marxismo dominantes, y que supuso una profunda transformación de la filosofía contemporánea y la teoría social. La obra consta de dos partes: en la primera de ellas, Althusser realiza una lectura crítica intensamente detallada de El capital recurriendo a todos los recursos de las disciplinas lingüística, literaria y filosófica, con el fin de depurar a Marx de la impronta de Hegel y relanzar su pensamiento sobre una base rigurosamente científica; en la segunda parte, Étienne Balibar, uno de los discípulos más aventajados de Althusser, lleva a cabo una disertación sobre el materialismo histórico dentro de lo que podría denominarse metahistoria. Para leer El capital inauguró una nueva forma de leer a Marx que fomentó el debate intelectual y generó una enorme controversia. Se trata de una obra clave para cualquiera que se interese por el marxismo y el pensamiento del siglo XX en general.

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    Pierre Louis Althusser

    Louis Althusser (Birmandreis, Argélia, 16 de outubro de 1918 — Paris, 22 de outubro de 1990) foi um filósofo francês de origem argelina. Seu nome foi uma homenagem ao seu tio paterno, que havia morrido na Primeira Guerra Mundial. Segundo o filósofo, sua mãe pretendia casar-se com esse tio, mas, após a morte deste e apenas em função disso, casou-se com o pai de Althusser. Ele também acreditava ser tratado como um substituto do tio falecido pela mãe, ao que ele atribui um grande dano psicológico. Após a morte de seu pai, Althusser, sua irmã e sua mãe se mudaram para Marseille, onde ele cresceu. Em 1937 ele se uniu ao movimento da juventude católica. Althusser era um aluno brilhante, sendo aceito no prestigiado École Normale Supérieure (ENS) em Paris. Entretanto, ele não pôde freqüentar a escola, pois estava convocado para a Segunda Guerra Mundial e, como a maioria dos soldados franceses, ficou aprisionado em um campo de concentração. Althusser era um prisioneiro relativamente feliz, permanecendo no campo até o final da guerra, ao contrário dos demais soldados, que fugiram para lutar - motivo pelo qual Althusser se puniu mais tarde. Após a guerra, finalmente Althusser pôde freqüentar a École Normale Supérieure. Entretanto, sua saúde mental e psicológica estava severamente abalada, tendo, inclusive, recebido a terapia de eletrochoques em 1947. A partir de então, Althusser sofreu de enfermidades periódicas durante o resto de sua vida. A Ecole Normale Supérieure foi simpática a sua condição, permitindo que ele residisse em seu próprio quarto na enfermaria, onde ele viveu por décadas, a não ser em períodos de internação hospitalar. Marxista, filiou-se ao Partido Comunista Francês em 1948. No mesmo ano, tornou-se professor da Ecole Normale Supérieure. Em 1946 Althusser conheceu Hélène Rytmann, uma revolucionária de origem judaico-lituana, oito anos mais velha. Ela foi sua companheira até 16 de novembro de 1980, quando foi estrangulada pelo próprio Althusser, num surto psicótico. As exatas circunstâncias do ocorrido não são conhecidas - uns afirmam ter se tratado de um acidente; outros dizem que foi um ato deliberado. Althusser afirma não se lembrar claramente do fato, alegando que, enquanto massageava o pescoço da mulher, descobriu que a tinha matado. A justiça considerou-o inimputável no momento dos acontecimentos e, em conformidade com a legilação francesa, foi declarado incapaz e inocentado em 1981. Cinco anos mais tarde, em seu livro L'avenir dure longtemps, Althusser refletiu sobre o fato, pretendendo reivindicar uma espécie de responsabilidade por seus atos quando do assassinato, o que gerou uma polêmica entre seus correligionários e detratores, sobre tal responsabilidade ser filosófica ou real. Althusser não foi preso mas foi internado no Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, onde permaneceu até 1983. Após esta data, ele se mudou para o norte de Paris, onde viveu de forma reclusa, vendo poucas pessoas e não mais trabalhando, a não ser em sua autobiografia. Louis Althusser morreu de ataque cardíaco em 22 de outubro de 1990, aos 72 anos.

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