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E sempre difícil escrever sobre certos livros, ainda mais quando se é um dos favoritos.
Os escritos sobre a primeira guerra são exíguos, e esse talvez seja um pouco mais por ainda não ter sido traduzido.
In Stahlgewittern me fascinou por ser estranho, hostil, mas ao mesmo tempo singular e altamente passional.
Militarmente Rico e preciso o que me deixou mais "apaixonado" pelo livro.
Jünger é de fato um escritor singular, um soldado bravo.
Tendo fugido de casa para ingressar na legião estrangeira em 1913 e retornando no ano seguinte para servir ao Hee.
e um grande nacionalista o que fica evidenciado ao longo do livro.
A visão sobre a guerra é bastante "dicotômica" hora, ele faz ode a glória de se estar no front.
hora ele relata de uma forma impressionante os "horrores" da guerra e luta pela sobrevivência.
Um ponto considerável é o contexto humano quando se refere aos companheiros de trincheira,Jünger apesar de perceber
vários soldados de nacionalidades diferentes lutando no front, reconhece que há grandes soldados independente do "lado"
em que lutam e consequentemente"grandes homens".
Toda essa descrição, das trincheiras é acompanhada de um forte senso de camaradagem mostrando que apesar de estarem
em situações extremas há sempre humanidade nas pessoas.
O livro do ponto de vista militar é bastante rico e descritivo, mostra muito do desenvolvimento da doutrina militar alemã
que serve de cerne para muito do que será utilizado pela "Waffen" pós primeira guerra mundial, muita coisa é usada de base até os dias de hoje, como muitas das técnicas de infantaria por exemplo.
Uma visão única de quem esteve onde poucos estiveram e voltou vivo para contar isso, fazem do livro uma experiência
única e esclarecedora sobre uma guerra que praticamente pouco se sabe.
A constituição "prosaica" mas não menos genial torna a leitura mais interessante ainda.