Umbanda Sem Medo - Volume I

    Cláudio Zeus

    Sem Editora
    1999
    113 páginas
    3h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Livro disponível para download em diversos blogs e sites de compartilhamento. Não foi publicado por nenhuma Editora, é apenas promovido pela internet, sem fins lucrativos, objetivando única e exclusivamente a divulgação das Verdades sobre a Umbanda e outros assuntos relacionados. Prévia: Este não é, decididamente, um livro para aqueles que pretendem permanecer obscurecidos pelos padrões pretensiosamente mágicos, pretensiosamente “ocultos” que na maioria das vezes nortearam os caminhos dos também pretensiosamente ditos Umbandistas. O objetivo desta obra será, durante o decorrer de sua leitura, mostrar-lhe o que há de verdade na Umbanda, discutir pontos de vista, levantar o véu de muitos conceitos considerados ERÓS (segredos), enfim, abrir-lhe a mente para o que é verdade, para o que possa ser verdade e para o que nunca foi verdade embora cultuado como tal.

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    Dan Haber picture
    Dan Haber04/01/2022Resenhou um livro
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    Maldito seja quem me indicou esse livro

    Durante a maior parte desse livro eu me questionei se a Umbanda era mesmo tão problemática ou ele estava fazendo um desfavor à religião. Começamos pela escrita: Esse autor tem zero referências bibliográficas, porém, como eu não quis deslegitimizar seus conhecimentos empíricos, não levei isso em consideração. Ignorei também a informalidade extrema da escrita (até considerei como seria acessível para pessoas que não tem o costume de ler). Porém, ao entrar em contato com autores chorumes como Olavo de Carvalho e Leandro Narloch, vi que a escrita era bem parecida: nenhuma bibliografia, informações tiradas de um local fedido e escuro chamado c*. Sobre a evolução: Novamente, não sei se a umbanda é toda assim ou esse autor que é incompetente. Porém, há um entendimento de que há seres que são evoluídos e seres pouco evoluídos. Isso é uma espécie de Dawinismo espiritual? Reencarnações fazem muito mais sentido se entendidas como ciclos de idas e vindas. Entende-las como uma linearidade espiritual é um passo de usar a mesma teoria para dizer que algumas pessoas são melhores que outras com base em cor e tamanho da cabeça (sim, eu cheguei em eugenia através de um livro de nazismo espiritual. Digo. Umbanda sem medo.) Sobre reencarnações: O autor passa muitas páginas dizendo como pessoas com deficiências cometeram um erro muito grave na vida passada, como suicídio, por exemplo. Como se pessoas com deficiência necessitassem de uma justificativa para serem quem são. Isso parte de um pressuposto de que a exceção social deve ser explicada enquanto a regra é tida como natural. As ciências sociais do século XIX fizeram isso para justificar a colonização, a psicologia do século passado e retrasado fizeram isso para explicar LGBTQIA+. Ou seja: é um erro querer que o branco, o hétero, a pessoa sem deficiência seja o "normal", o "natural" e a "regra" enquanto o oposto disso é a "anomalia social". Se para acreditar em reencarnações, eu preciso acreditar lixeira ideológica, eu prefiro acreditar em céu e inferno. A Verdadeira Umbanda: Ele passa o livro todo falando da Verdadeira Umbanda, ao mesmo tempo que fala que respeita outras religiões e seitas. Porém sempre assinala "pseudos-médiuns" e "pseudas-religiões". Não entende a variedade regional e histórica da umbanda, não entende que ela muda com o tempo ou não leva essas duas mudanças em consideração. Se ele quer determinar o que é a "verdadeira umbanda" não seria melhor voltar no final do século XIX em que a Umbanda foi criada e permanecer lá? Comparando novamente com a história: o Hitler também achava que existia gente "de verdade" e gente que podia genocidar. A ideia de que existe um verdadeiro e o falso, principalmente em coisas religiosas, é extremamente perigosa. Positivista de merda. Sobre Exús e Pombagiras: Esse desonesto senhor diz também que Exús e Pomba-giras não servem como guias, que devem ser descreditados e que só devem ser usados em trabalhos pela expressa orientação de um guia de direita. Eu não entendo muito de umbanda, mas entendo que isso é uma Escola Austríaca das religiões afro-brasileiras. Além de demonizar Exús sob uma visão cristianizadora de algo que não tem nada a ver com deus-e-demômio, é intolerante religioso com a Quimbanda, que tem Exús e Pomba-giras como únicos guias espirituais. Isso é um desfavor a religiões de matriz africana. EXÚ NÃO É DEMÔNIO então não deve ser tratado como tal. Depois dessa avalanche de péssimas ideologias fui pesquisar sobre ele e vi que o cara é bolsonarista (“as urnas foram hackeadas", “o golpe militar foi uma revolução" o Haddad é um ditador”, “Olavo de Carvalho sempre tem razão”). Ou seja, deve ser desconsiderado como parte da raça humana e deve ser classificado como Cornus Sapiens. Vou dar meia estrela, porque não tem como dar zero. Minha lixeira digital não merecia tal livreto, porém é o único lugar que lhe cabe.

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