O Sonho (Os Rougon-Macquart #16) -

    Emílio Zola

    Gráfica e Editora Edigraf Ltda.
    0
    207 páginas
    6h 54m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    “O Sonho” de Emile Zola é o típico “romance de senhoras”, jargão utilizado no meio tipográfico da década de quarenta. O romance apresenta uma menina de rua, muito comum em 1860, desmaiando na porta de um casal de bordadores estéreis. Na idade entre quinze e dezesseis anos, no limite da idade casadoira, ela desejava um homem rico e bonito. Apenas isso. A mãe da menina, mulher bem conservada, até mesmo confundida como irmã mais velha da filha adotiva, sabia da impossibilidade da realização do sonho da menina. Naquela época os pais da noiva deveriam ter um dote para poder casar suas filhas com alguém de posses. Não era o caso de Angélica. Momentos de sofrimentos, desmaios e fraquezas inexplicáveis, sonhos quase realizados e muita emoção açucarada compõem o livro de Zola.

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    Aécio de Paula13/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Sonho - Émile Zola

    Em um dia de neve, na porta de uma igreja histórica, na região de Beaumont, França, a menina Angélica, abandonada e tremendo de frio, foi acolhida e adotada por um casal estéril. Ela aprendeu o oficio de bordadeira, vivendo reclusa ao lado da igreja. Sob a forte influência da religião, sabia a vida dos santos, tendo um livro de cabeceira chamado A lenda. Mas a menina não sabia que era descendente dos Rougons, e prima de uma prostituta de luxo, Naná. Carregava um sangue ordinário, corrompido por bandidos, alcoólatras, marginais. Na puberdade, devota à santa Inês, decidiu que casaria com um príncipe rico e belo. Vivendo na ignorância de uma vida rural, tendo o livro A lenda moldado a sua personalidade religiosa, acaba encontrando o amor da sua vida, um jovem rico e belo, mais belo que o dia, o filho do Monsenhor da igreja. Devemos lembrar que Zola era ateu, militante ante cristão, e escreveu esse belo livro, a formação de uma santa. O estilo dessa obra é muito leve, doce, o estilo de um conto de fadas, o único que Zola escreveu assim. O que pode decepcionar nessa obra é o final. Pois acaba rápido, sem muita explicação. Acredito que esse fim é enigmático, abrupto, obscuro, condizente com a vida dos santos. ( Santa do pau oco?!)

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