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    Poesia e Poetas do Amazonas -

    Tenório Telles

    Valer
    2006
    328 páginas
    10h 56m
    ISBN-10: 8575121332
    Português Brasileiro
    3.8
    4 avaliações
    Leram9Lendo2Querem21Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados21Avaliaram4

    A poesia que se produz no Amazonas, como se percebe nesta antologia, reflete os caminhos percorridos pela Literatura Brasileira. Poesia e Poetas do Amazonas é um painel ilustrativo da produção de nossos autores, desde os primeiros registros de Henrique João Wilkens, com seu poema épico a Muhuraida, de 1785, a Efraim Amazonas, com Estação dos espelhos, publicado em 2002. Cinquenta e três poetas significativos da história da nossa literatura estão representados por uma seleção de textos e o registro de suas obras. Foram selecionados os poemas que conquistaram o reconhecimento da crítica e se firmam no gosto popular, como “Encontro das águas”, de Quintino Cunha, “Rio Negro”, de Paulino de Brito, “Noturno do bairro dos Tocos”, de Luiz Bacellar, e “Estatutos do homem”, de Thiago Mello. Estão representados os textos que, segundo os organizadores, possuem qualidade estética ou importância histórica capaz de assegurar a permanência de seus autores no cânone literário do Amazonas. O livro se estrutura como uma viagem através do tempo, em que o leitor tem diante de si um amplo painel de nossas letras, expressivo do que se produziu no passado e do que se produz na atualidade em matéria de poesia. O critério de apresentação dos autores é cronológico, possibilitando uma visão evolutiva da arte do verso no Amazonas. O trabalho é enriquecido por um perfil biográfico de cada autor, o que ajuda o leitor a ter um melhor entendimento do contexto histórico em que o mesmo se insere. Além do valor histórico, este trabalho se afirma pelo seu significado estético, expressivo da sensibilidade e da força poética dos autores representados. Poesias e poetas do Amazonas têm o mérito especial de trazer ao público uma coletânea de poemas, ilustrativa das mais variadas tendências e matizes da lírica regional. Nessa viagem mágica, como não se emocionar com os versos de Jonas da Silva, Violeta Branca, L. Ruas, Astrid Cabral, Farias de Carvalho, Zemaria Pinto... Tenório Telles e Marcos Frederico prestam, com este livro, uma importante contribuição à memória literária do Amazonas. Trata-se de um trabalho de leitura obrigatória por parte dos estudiosos das manifestações culturais da Amazônia e especialmente daqueles que amam a literatura. Isaac Maciel, cronista, livreiro e editor

    Resenhas (1)Ver mais
    tomzuxo  picture
    tomzuxo 17/03/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mais altos que baixos

    É discutível a escolha de alguns representantes, mas deixo passar pela ótima escolha de outros. Um dos autores desse livro me seguiu no Instagram!! Fiquei muito feliz hahahahah. Autores que buscarei por causa desse livro: Violeta Branca, Mady Benzecry, Luiz Bacellar, Astrid Cabral, Aldisio Filgueiras, João Bosco Ladislau, Ana Célia Ossame (que nome lindo aliás) e Dedé Rodrigues. Fiz diversas anotações nesse livro, quando tiver tempo revistarei o livro.

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    Tenório Nunes Telles de Menezes  profile picture

    Tenório Nunes Telles de Menezes

    Tenório Nunes Telles de Menezes nasceu em Anori, interior do Amazonas, em 1963. Membro da Academia Amazonense de Letras, Professor de Literatura Brasileira, é formado em Letras e em Direito pela Universidade Federal do Amazonas. Coordenador editorial da Editora Valer, em Manaus, a ele se poderia creditar em grande parte a tão intensa publicação literária daquela Editora, ainda tão pouco conhecida fora dos limites do Estado. Tenório é uma figura humana tão extraordinária que, se dedicando incansavelmente à promoção do livro e da leitura, pouco cuida quanto à publicação de seus próprios textos. Em 1988, publicou sua primeira reunião de poemas, "Primeiros fragmentos":, e em 2004, a peça A "Derrota do Mito". Lançou o CD "Vida e luz" em parceria com o poeta Thiago de Mello. O imenso amor aos livros e uma esperança silenciosa, cultivados pelo editor incansável, talvez venham ajudando Tenório Telles a cumprir humildemente a tarefa do poeta, tal como faz e também entendia Paul Valéry, dando-nos a sensação de união íntima entre a palavra e o espírito. Quando magnificamente se aventura no texto teatral, Tenório resgata um determinado olhar do “poeta-narrador” que vê com frisson o deserto nas ruínas do poder: a derrota do mito. Uma memória que traz a imagem de civilizações destruídas. Algum sentido à visão do trágico e das lembranças como possível resposta à consciência consolante tão típica de Tenório. Quem sabe, sutil resposta da Musa ao poeta de que a sorte do homem neste vale de lágrimas é precária. O sofrimento natural que todos padecem se são poetas, e que Tenório transmite em seus versos, se transfigura em um instrumento a serviço da luz, evocando as razões da existência e a inevitabilidade do destino. Como músico autêntico dos seus peãs, Tenório é toda a música. Anunciando a angústia do aniquilamento que a fumaça do monte não cessa de avisar, parece nos dizer que, neste mundo tolo e soberbo, resta ao coração sentir e pensar. Um pensar que, como para Leopardi, seria aprender a morrer. Ou, também, um exercício de acreditar, olhos postos no mais Alto. Tocados pela fantasia e pelo devaneio na canção da esperança de Tenório Telles, edificante. Flanando libertos! DONALDO MELLO, em Brasília, na noite de 27 de março de 2006

    7 Livros
    4 Seguidores
    Amazonas, Brasil

    Tenório Nunes Telles de Menezes