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    Memórias da Emília - Peter Pan (Sítio do Pica-Pau Amarelo #5) -

    J. M. Barrie, Monteiro Lobato

    Círculo do Livro
    1988
    188 páginas
    6h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    259 avaliações
    Leram681Lendo8Querem105Relendo0Abandonos5Resenhas4
    Favoritos23Desejados105Avaliaram259

    Emília, a terrível Emília, resolve escrever Memórias e as escreve com as unhas do visconde. Nelas vem o episódio, tão vivo e interessante da visita das crianças inglesas ao sítio de dona Benta, trazidas pelo velho almirante Brown. Vieram para conhecer o Anjinho de Asa Quebrada, que Emília descobre na Via Láctea, durante a Viagem ao Céu. Emília conta tudo - o que houve e o que não houve; e vai dando as suas ideiasinhas sobre tudo - ou a sua filosofia, que muitas vezes faz dona Benta olhar para tia Nastácia, e murmurar: "Já viu, que diabinha?". Na Segunda parte, Peter Pan, dona Benta recebe o famoso livro de Sir John Barrie, Peter Pan and Wendy e o lê da sua moda para as crianças. Durante a leitura, a espaços interrompidos de cenas provocadas pelos meninos e sobretudo pela Emília, ocorre o caso do desaparecimento da sombra da tia Nastácia. Quem furtou a sombra da pobre negra? O visconde é posto a investigar, e como é um excelente Sherlock, descobre tudo: artes da Emília...

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    Resenhas (4)Ver mais
    Daniela Soares picture
    Daniela Soares29/11/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Retorno aos clássicos infantis!

    [...] Em Memórias de Emília, Lobato narra mais uma reinação de Emília. A boneca resolve escrever suas memórias e para isso usa a mão e a cabeça do Visconde de Sabugosa. Então temos uma narração dentro da narraçao: o sabugo de milho narra as aventuras de Emília e a turma o sítio no episódio do anjo capturado pela boneca e da visita das crianças inglesas para vê-lo. Emília começa ditando para o Viconde, mas acaba deixando tudo por conta de seu “ajudante”. As “participações especiais” de Peter Pan e Alice – a do País das Maravilhas – são fantásticas. O livro é bastante simples e ingênuo, mas apesar disso, muito instigante. Emília é terrível, apronta e fala coisas que deixam todos loucos, mas acaba se mostrando uma boa boneca. É uma personagem cativante, e mesmo com todas as suas contradições, é minha personagem favorita. Peter Pan é a história original do personagem Peter Pan contada para os moradores do sítio por Dona Benta. Ela compra o livro de J. M. Barrie para descobrir quem é o menino que até o Gato Félix sabe da existência, menos ela e os habitantes do sítio. Depois de ler a história, Dona Benta passa a contar um pedacinho por noite para todos. E entre um pedaço e outro, Emília apronta das suas, é claro. É muito bacana ver personagens que já estao no imaginário das crianças brasileiras sendo contados por outros que fazem parte de nosso folclore. Além disso, as referências à história original é feita a todo momento, portanto a história não é um plágio da obra original, é sim uma contação de Dona Benta, com gostinho de Brasil interiorano. Nao vou me deter na polêmica sobre o racismo presente na obra de Monteiro Lobato. Primeiro porque ele existe em diversas passagens. Segundo, porque eu tenho consciência desse racismo e sei o motivo de sua existência, afinal ele nasceu e formou-se no século XIX e início o século XX, quando diversas teorias racistas estavam em voga. Portanto, eu penso em Moteiro Lobato como um “produto de seu tempo”, que reproduzia, de certa forma, aquilo que ele viveu e aprendeu, aquilo que ele via nas relações sociais existentes no Brasil de sua época. Isso deve impedir a leitura de seus livros? Eu penso que não, pois com ele podemos (adultos e crianças) aprender muito sobre o Brasil e sua história social. Percebo agora o quanto perdi deixando de lado (involuntariamente) as obras de um dos maiores escritores brasileiros. Espero ter tempo para ler mais e mais obras de Monteiro Lobato ao longo da minha vida. Para ler a resenha completa vá até o endereço: http://trecosetrapos.org/weblog/2011/01/26/memorias-da-emilia-e-peter-pan-de-monteiro-lobato/

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    James Matthew Barrie profile picture

    James Matthew Barrie

    O pai do autor, David Barrie, era um fiandeiro e sua mãe, Margaret Ogilvy, a filha de um pedreiro. O casal teve dez filhos e Barrie foi o nono. Jamie, como era chamado, ouvia histórias de piratas contadas por sua mãe que lia para seus filhos as aventuras de R. L. Stevenson. Quando Barrie tinha sete anos, seu irmão David morreu em um acidente de patinação. David fora o filho preferido e sua mãe caiu em depressão. Barrie tentou conseguir sua afeição vestindo-se com as roupas do irmão falecido. A relação obsessiva que surgiu entre mãe e filho marcaria sua vida. Depois da morte da mãe, Barrie publicou, em 1896, uma biografia em sua memória. Aos 13 anos, Barrie saiu de sua casa no vilarejo. Na escola, interessou-se por teatro e devorou obras de autores tais como Julio Verne, Mayne Reid e James Fenimore Cooper. Barrie estudou na Dumfries Academy e na Universidade de Edimburgo. Depois de trabalhar como jornalista para o Nottingham Journal, mudou-se para Londres em 1885, de bolsos vazios, como escritor independente. Vendia seus trabalhos, a maioria humorísticos, para revistas de moda, como The Pall Mall Gazett. Em seu romance de mistério Better Dead (1888), Barrie satiriza pessoas conhecidas. Com seus amigos Jerome K. Jerome, Arthur Conan Doyle, P.G. Wodehouse e outros fundou um clube de cricket chamado Allahakbarries. Doyle era o único membro que realmente conseguia jogar cricket. Em 1888 ganhou fama com Auld Licht Idylls, um retrato da vida escocesa. A crítica elogiou sua originalidade. Seu melodrama The Little Minister (1891) se tornou um imenso sucesso e foi filmado posteriormente por três vezes. Depois disso, Barrie passou a escrever para o teatro. Em 1894 casou-se com Mary Ansell, que havia aparecido em sua peça, Walker, London. Segundo a biografia escrita por Janet Dunbar(1970), Barrie era impotente. The Little Minister foi uma produção de palco muito popular tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, onde Barrie começa sua colaboração com o empresário Charles Frohman e sua estrela Maude Adams. Duas das melhores peças de Barrie, Quality Street, sobre duas irmãs que abriram uma escola para “crianças refinadas”, e The Admirable Crichton, na qual um mordomo salva uma família após um naufrágio, foram produzidas em Londres em 1902 e posteriormente filmadas.

    57 Livros
    130 Seguidores
    Forfarshire, Escócia

    James Matthew Barrie