Originalmente publicada em: http://www.sobrelivros.com.br/resenha-a-irmandade-vanessa-santos/
Minha resenha de hoje será sobre um livro nacional, cuja autora conhecemos na Bienal de São Paulo, em Agosto. Trata-se da simpática Vanessa Santos, de 21 anos, estudante de Psicologia e escritora. A Irmandade é seu primeiro livro.
No enredo conhecemos o drama de Moisés, um estudante de psicologia (hum, coincidência?) que vê sua vida desmo- ronar após esfaquear um homem numa briga de bar.
Depois de dois anos preso, o rapaz consegue provar que agiu em legitima defesa e sai da cadeia, porém sua vida já não é a mesma, pois sua família e amigos não o vêem mais com bons olhos. Sua amiga Stella é a única pessoa que mantém a confiança.
Chateado, Moisés sai de casa pra tentar a vida em Goiânia, onde acaba salvando uma trapezista chamada Leticia de cometer suicídio. Convidada por ela, Moisés passa a compor a trupe do circo onde faz amigos e começa a se envolver com Leticia.
Porém quando a vida de Moises parece ter entrado nos eixos, surge uma organização secreta de criminosos chamada “A Irmandade” que deseja contratar o rapaz para seus serviços sujos. A organização revela que vem seguindo Moisés há muito tempo, e interferindo de diversas maneiras em sua vida.
Irá Moisés sucumbir às investidas da Irmandade e se tornar um mercenário?
Com A Irmandade, Vanessa Santos nos traz um enredo bem feito e vários personagens marcantes.
Um dos pontos altos do livro é justamente esse: há várias tramas paralelas a de Moisés, que acabam em algum ponto entrelaçando-se a dele. Temos o circo do qual Moises passa a fazer parte, onde se desenrolam vários enredos, e também os misteriosos Elisa e André, que pouco a pouco vão se revelando na trama.
A leitura é bem leve, e os capítulos são pequenos, ideal para pessoas que não tem o habito de ler obras extensas. Inclusive há um detalhe que a autora acrescentou e eu achei muito legal: os nomes dos capítulos são compostos por trechos do próprio livro.
Não posso ignorar, é claro, que como escritora em inicio de carreira, Vanessa teve alguns deslizes em sua narrativa. O que ficou mais em evidência para mim foi o fato de ela descrever alguns trechos como se estivesse falando.
A escrita informal é interessante quando o narrador é personagem, porém quando não se trata desse caso, deve-se ter bastante cuidado com as palavras. Senti falta de descrições de locais também, afinal eu nunca fui na Suiça, Antartida, Goiania… epa! Quase que eu falo demais aqui! =]
Porém independente disso, vale a pena conferir as intrigas, mistérios e surpresas que A Irmandade nos reserva.
Indico a todos que procuram uma historia com intrigas e muito suspense.