Cláudia Silvana Martins nasceu em 11 de julho de 1963, em Belo Horizonte. Aos 6 meses de vida contraiu poliomielite e teve como consequência a atrofia muscular na perna esquerda, que a impediria de se locomover normalmente. Com 1 ano de vida começou uma série de cirurgias para tentar reverter os danos da atrofia e possibilitar a locomoção, inclusive de enxertagem para que fosse possível a utilização de órtese. Mas, apenas a partir dos 10 anos começou a se locomover sozinha, com o auxilio de bengalas. Aos 17 anos de idade abandonou a órtese por medo da rejeição da sociedade. Trabalhou como doméstica, auxiliar de serviços gerais e, com a adesão a Associação Mineira de Paraplégicos, foi chamada para trabalhar com venda de cartões telefônicos, por onde conquistou seu cartão de passe livre, que facilitou sua locomoção. Após mais de 10 anos, aposentou por invalidez. Hoje, com 46 anos e 2º Grau incompleto, essa "inválida" reúne textos que escreveu desde os 20 anos de sua vida manca para nos falar mais sobre si e seus sentimentos a respeito da rejeição da sociedade por sua cor e suas limitações. E não pretende parar por ai.
