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    Bodenlos: Uma autobiografia filosófica -

    Vilém Flusser

    Annablume
    2007
    245 páginas
    8h 10m
    ISBN-13: 9788574196886
    Português Brasileiro
    4.6
    7 avaliações
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    Esta é uma autobiografia singular, na qual o autor, Vilém Flusser, filósofo tcheco que viveu mais de 30 anos no Brasil, pouco fala de sua história pessoal; prefere dedicar-se aos diálogos que manteve com personalidades que o marcaram. São onze pessoas, sete brasileiros natos e quatro imigrantes. Entre eles, nomes como Haroldo de Campos, Guimarães Rosa, Milton Vargas, Vicente Ferreira da Silva e Miguel Reale. Flusser aborda ainda temas como sua tara por dar aulas - que ele via como provocar inquietação nos receptores-; um projeto de teoria da comunicação debatido com Chomsky e Quine; a relação estreita entre pátria e hábito; e a expressão 'Bodenlos', sem fundamento, que funda sua filosofia.

    Resenhas (1)Ver mais
    Mí.font picture
    Mí.font26/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Genuíno

    "Descobri" esse livro por acaso, por uma foto do seguinte trecho, bem do início da obra: "O termo 'absurdo' significa originalmente 'sem fundamento', no sentido de 'sem raízes'. Como é sem fundamento uma planta posta em vaso. Flores na mesa do jantar são exemplos de vida absurda. Se quisermos intuir tais flores, podemos sentir a sua tendência de brotar raízes e fazê-las penetrar não importa que solo. A tendência das flores sem raiz é o clima da falta de fundamento. O presente livro atestará tal clima". Iniciei a leitura com a expectativa de me deparar com ideias que me permitissem reflexão, sem muita especificidade nessa minha expectativa. Entretanto, ao longo do texto, conectei-me profundamente com o autor. A sua escrita nem sempre é simples, mas é essencialmente sincera - e por isso é encantadora e cativante.

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    Vilém Flusser

    Vilém Flusser nasceu em Praga, em 1920. É considerado um dos mais importantes pensadores da tecnologia e da comunicação do século XX, com obras traduzidas para diversos idiomas. Filho de uma família de intelectuais judeus, desde cedo foi incentivado aos estudos pelo pai, professor de matemática e física. Cursou filosofia na Universidade de Carolina (República Tcheca) e depois na London School of Economics and Political Science, mas os problemas decorrentes da guerra o impediram de os concluir. Na década de 1940, a irmã, os pais e os avós são mortos em um campo de concentração nazista. Em 1940, emigra para o Brasil, país onde vive por 32 anos e em cuja língua produz algumas de suas mais importantes obras. Entre as décadas de 1960 e 1970 trabalha como jornalista, sobretudo para O Estado de S. Paulo. Colabora com a Revista Brasileira de Filosofia, ministra cursos e palestras no Instituto Brasileiro de Filosofia e, a convite de Milton Vargas, atua como professor de filosofia da ciência na Escola Politécnica da USP e de teoria da comunicação na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Flusser faleceu em 1991, em um acidente automobilístico em Praga.

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    Vilém Flusser