Os jornalistas Andrew Jennings e Vyv Simon, em seu livro Os Senhores dos Anéis: Poder, Dinheiro e Drogas nas Olimpíadas Modernas, relatam uma situação inusitada. Depois de se infiltrarem na alta cúpula do COI (Comitê Olímpico Internacional), foram a uma reunião entre uma empresa de material esportivo, os dirigentes do COI e uma importante atleta olímpica da Alemanha Oriental. Após algum tempo, eles começaram a estranhar o não-comparecimento da atleta alemã. Foi então que notaram que ela estava presente sim, só que eles a confundiram com um homem, pois estava barbada! As altas doses de hormônio ingeridas pela atleta fizeram com que nascessem pêlos em seu rosto. Esse é só um dos exemplos entre as centenas de casos ocorridos nas Olimpíadas. Alguns pesquisadores, mais céticos, acreditam que os números estão na casa dos milhares. Mas por que duvidar dos números se é só contar os casos de atletas pegos em exame antidoping? A resposta é simples e lamentável: os fabricantes das substâncias usadas em doping (hoje em dia existem milhares) estão tecnologicamente passos à frente da tecnologia usada para detectá-las. E esse não é o problema maior. Muitas vezes, as autoridades são coniventes com o doping. Um exemplo disso aconteceu alguns anos atrás, quando os atletas de ciclismo que participariam do Tour de France (uma das mais famosas provas de ciclismo do mundo) ameaçaram fazer greve caso houvesse exames antidoping periodicamente e sem aviso prévio. Por sinal, o livro Os Senhores dos Anéis teve seus direitos adquiridos pelo próprio COI, que retirou as edições de circulação, pois ele comprovava a negligência da própria entidade com alguns atletas que eram patrocinados por grandes marcas esportivas ou países exponenciais no cenário mundial.
Os Senhores Dos Aneis - Poder, Dinheiro E Drogas Nas Olimpiadas Modernas
Andrew Jennings
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Andrew Jennings
Jennings trabalhou para a equipe de Insight do Sunday Times no final dos anos 1960. Após esse período ele trabalhou para os outros jornais britânicos antes de se tornar repórter investigativo no Checkpoint BBC Radio Four. Em 1986, a BBC se recusou a transmitir um documentário sobre a corrupção na Scotland Yard; Jennings reagiu demitindo-se e transformou o material apurado em seu primeiro livro, Scotland Yard's Cocaine Connection, e o documentário foi exibido pelo World In Action. Posteriormente Jennings trabalhou para Granada, filmando vários inquéritos internacionais e pequenos documentários. Sua investigação sobre o envolvimento britânico no caso Irã-Contras ganhou a medalha de ouro no 1989 New York TV Festival. Em 1993, Jennings entrou na Chechénia com uma equipe de TV ocidental pela primeira vez na história para investigara a atividade mafiosa Cáucaso. Em 1997, Jennings trabalhando com o World In Action, numa investigação sobre Hamilton Bland, técnico de esportes aquáticos do comitê olimpico britânico, e em 1998 ele apresentou um documentário sobre a privatização ferroviária. Em 2006, Jennings investigou várias alegações de corrupção dentro da FIFA para o Panorama da BBC, incluindo milhões de dólares em suborno para garantir os direitos de comercialização para a empresa ISL e ainda a prática da compra de votos (para garantir a posição do presidente da Fifa, Sepp Blatter), o suborno e a corrupção foram atribuídos a Jack Warner, presidente da CONCACAF.



