A história do 29° Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado – 29° GAC AP – está inserida em um período ímpar da história do Brasil com uma riqueza de dados ainda não suficientemente explorados. Sua história está vinculada à sua localização estratégica no Rio Grande do Sul, devido à geopolítica de fronteira com os antigos domínios da Espanha. Cruz Alta, desde os primórdios da colonização do sul do Brasil, desponta como ponto estratégico com tradição e participação política nos acontecimentos da região, tornando-se um centro militar. Nesse contexto, teve participação em movimentos sociopolíticos, econômicos e revolucionários, na medida em que o quadro nacional nos séculos XIX e XX tomava novas características. O 29° Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado está sediado em Cruz Alta-RS, no Planalto Médio, região que, situada como divisora de águas entre as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí, constituiu-se, desde o início do século XVII, em polo irradiador da ação dos missioneiros jesuítas e dos tropeiros, uma vez que era o único caminho que ligava a região platina ao centro do país, a pé enxuto. O fortalecimento do Exército nacional se deu a partir do movimento tenentista, fenômeno que está diretamente relacionado aos problemas da classe média. Esses militares, apesar de serem orientados para uma ação fora da política, diferenciavam-se da corrente que procurava modificar a situação do Brasil. Outro fato a ser ressaltado neste livro é a relação sociocultural e econômica exercida pelo Exército Brasileiro, representado pelo Forte Humaitá, na comunidade de Cruz Alta e região e sua contribuição para o desenvolvimento da área que abrange este município.
